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Nicolás Maduro participa de audiência em Nova York nesta quarta-feira

Julgamento de Maduro por tráfico de drogas pode começar em junho de 2027.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Nicolas Maduro
Fonte da imagem: Reprodução

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Maduro e sua esposa participam nesta quarta-feira de uma audiência em Nova York sobre o cronograma do processo. Sua defesa pode alegar imunidade de chefe de Estado. Atualmente, Maduro está em um presídio no Brooklyn.

Em um pedido apresentado ontem (21), promotores e advogados de defesa propuseram que o julgamento tenha início em junho de 2027. A palavra final sobre o cronograma cabe ao juiz distrital Alvin Hellerstein, responsável pelo caso.

Maduro e Flores foram capturados em janeiro deste ano, durante uma operação dos Estados Unidos na residência do casal em Caracas.

Levados a Nova York, os dois foram indiciados sob acusação de usar suas posições de liderança na Venezuela para facilitar o tráfico de cocaína. Eles se dizem inocentes, e nenhuma data de julgamento havia sido fixada até agora.

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Maduro deve pedir o arquivamento do caso

Segundo a petição, a defesa de Maduro deve apresentar uma primeira rodada de recursos até 2 de setembro, incluindo um pedido para arquivar o caso com base na alegação de imunidade que ele teria como chefe de Estado soberano.

Durante sua primeira audiência, em 5 de janeiro, o advogado de Maduro também sugeriu que a defesa poderia questionar a legalidade da própria captura.

Uma segunda rodada de recursos poderá ser apresentada até 11 de janeiro de 2027, depois que os promotores entregarem à defesa eventuais provas sigilosas do caso.

Na mesma audiência de janeiro, Maduro se descreveu como "prisioneiro de guerra". Ele também alegou que os Estados Unidos queriam sua saída para ampliar o controle sobre as reservas de petróleo da Venezuela, país membro da OPEP.

Os Estados Unidos classificam Maduro como um ditador responsável pelo colapso econômico venezuelano e o acusam de fraudar as eleições de 2018 e 2024. O governo americano deixou de reconhecê-lo como presidente legítimo do país em 2019.

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