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Número de mortos ultrapassa 5 mil em tragédia na Venezuela

Governo acredita que mais de 25 mil casas serão necessárias para abrigar pessoas que perderam tudo no terremoto.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Terremoto da Venezuela deixa mais de 5 mil vítimas
Fonte da imagem: Reprodução

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Agressões, xingamentos e assédio sexual. Esses são apenas alguns dos pontos que passaram a integrar as investigações envolvendo a fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia. 

Nos últimos anos, a montadora chinesa tem enfrentado uma série de denúncias sobre as condições de trabalho.

O caso vai de assédio moral e sexual contra funcionários até o resgate de operários chineses em situação análoga à escravidão.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) monitora a situação, enquanto a empresa afirma que investiga todas as denúncias e mantém uma política de tolerância zero para casos de assédio.

Denúncias mais recentes envolvem assédio moral e sexual

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, trabalhadores brasileiros e chineses relataram episódios de assédio moral e sexual dentro da fábrica.

As acusações surgiram durante uma assembleia realizada em frente à unidade no dia 9 de julho, convocada para discutir a campanha salarial da categoria e as condições de trabalho.

Entre as reivindicações apresentadas pelos funcionários estão:

  • reajuste salarial de 15%;

  • aumento do vale-alimentação para R$ 850;

  • medidas efetivas de combate ao assédio moral;

  • retirada de advertências aplicadas a dirigentes sindicais.

O presidente do sindicato, Júlio Bonfim, afirma que recebeu relatos de humilhações públicas, ameaças e tratamento abusivo dos chefes.

Trabalho escravo e acordo com a Justiça

Os primeiros relatos vieram à tona em novembro do ano passado, quando denúncias anônimas revelaram as condições de operários chineses que construíram a fábrica.

Eles viviam em alojamentos precários, trabalhavam jornadas de até 12 horas por dia e chegavam a sofrer agressões por descumprirem ordens ou atrasarem o cronograma.

Em dezembro, uma força-tarefa do Ministério Público do Trabalho resgatou 163 trabalhadores contratados pela empreiteira Jinjiang Group, terceirizada responsável pelas obras.

A investigação apontou retenção de passaportes, confisco de cerca de 60% dos salários e pagamento do restante em moeda chinesa para dificultar que abandonassem o trabalho.

Após a operação, o setor de terraplanagem da obra foi embargado e o governo brasileiro suspendeu a emissão de vistos temporários para trabalhadores ligados ao empreendimento.

O MPT processou a BYD e duas empreiteiras. Em 2025, foi feito um acordo de R$40 milhões como garantia do cumprimento das obrigações assumidas pelas empresas terceirizadas.

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O que diz a BYD?

Em nota para o portal Uol, a montadora afirma que mantém um canal de denúncias por e-mail que permite reclamações anônimas.

Além disso, se comprometeu a seguir com investigações internas sobre os casos de assédios morais e sexuais:

A BYD Auto do Brasil reforça que está comprometida em investigar e punir, quando for o caso, toda e qualquer denúncia de assédio no ambiente de trabalho. A empresa mantém um canal de denúncias por e-mail, que permite o recebimento de queixas de forma anônima, e todas as apurações correm sob sigilo, para proteger a identidade de quem denuncia”.

A empresa tem se tornado um dos símbolos da entrada da China no mercado de alta tecnologia.

O país é conhecido por manter grandes empresas privadas com um rígido controle político do Partido Comunista.

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