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Porto é usado como necrotério improvisado após terremoto na Venezuela

Até o momento, o número de mortes chega a 1.943 em uma das maiores tragédias na história do país.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Porto tem sido usado como necrotério improvisado na Venezuela
Fonte da imagem: Reprodução

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O porto de La Guaira, no litoral próximo de Caracas, foi adaptado para servir como um necrotério improvisado para os corpos retirados dos escombros causados pelo terremoto.

Os mortos estão sendo levados para lá por causa da incapacidade dos hospitais e necrotérios de abrigar tantas pessoas.

Peritos estão atuando na região portuária para emitir certidões de óbito, identificar os mortos e encaminhar para o sepultamento.

Segundo relatos da AFP, dezenas de corpos estão em caixões e sacos funerários no local. Do lado de fora do porto urnas funerárias estão à disposição.

As autoridades afirmam que centralizar o processo em um único lugar também tem sido importante por conta do calor e do número de vítimas.

Terremoto chega a quase 2 mil vítimas

O número de vítimas do terremoto na Venezuela chegou a 1943 segundo as autoridades do país.

Enquanto as equipes continuam seu trabalho, cerca de 50 mil pessoas seguem desaparecidas, segundo estimativas das Nações Unidas.

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou no domingo (28) que 774 prédios desmoronaram e 189 deles chegaram  a cair.

Até o momento, as autoridades do país já identificaram aproximadamente 10.571 feridos na tragédia.

Além disso, 6.461 pessoas foram resgatadas dos escombros  ainda com vida pelos socorristas.

Entenda as causas científicas e as drásticas consequências deste trágico evento, que chegou a ser sentido até no norte do Brasil. Assista ao episódio completo abaixo:

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EUA estimam que o número de vítimas pode ser maior

O Serviço Geológico dos EUA estima um número de vítimas muito maior, levando em conta a força dos tremores, a vulnerabilidade das construções e a concentração populacional nas áreas atingidas.

A Força Aérea Brasileira enviou uma aeronave KC-390 Millennium em missão humanitária

O avião leva uma equipe de busca e resgate urbano de nível pesado, com profissionais da Defesa Civil Nacional, bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de especialistas da Anatel.

Enquanto isso, moradores seguem procurando parentes em meio a prédios destruídos, ruas interditadas e novas réplicas

No canal da Brasil Paralelo, a magnitude do desastre desencadeado pela Falha de Boconó e os comoventes relatos dos sobreviventes que lutam entre os escombros foram detalhados.

Também mostramos a resposta governamental sob estado de emergência nacional e a complexa operação de resgate em meio à precariedade dos serviços do país.

Entenda as causas científicas e as drásticas consequências deste trágico evento, que chegou a ser sentido até no norte do Brasil. Assista ao episódio completo abaixo:

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