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Nas primeiras horas deste sábado (3), os Estados Unidos anunciaram a captura de Nicolás Maduro. Após a ação, o nome Delcy Rodríguez entrou no centro da crise venezuelana.
Vice-presidente desde 2018 e figura-chave do chavismo, ela reúne poder político, experiência diplomática e controle sobre áreas estratégicas do governo.
Com Maduro fora de cena, seu papel deixa de ser apenas institucional e passa a definir os próximos passos do país.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que forças americanas realizaram uma operação militar “de larga escala” na Venezuela, capturando Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e retirando-os do país.
Em coletiva, Trump disse que os EUA não pretendem uma invasão em larga escala, mas que irão “controlar a situação” e designar pessoas para administrar a transição, mencionando conversas com a atual vice-presidente venezuelana.
“Acabei de ter uma conversa com ela. Ela está disposta a fazer o que for necessário para tornar a Venezuela grande novamente”.
O governo da Venezuela decretou estado de emergência, classificou a ação como “agressão militar” e convocou uma mobilização nacional.
Nesse cenário, a Constituição venezuelana prevê que, em caso de ausência definitiva do presidente, a vice assume interinamente, o que coloca Delcy Rodríguez como sucessora imediata.
Mesmo diante disso, Trump afirmou que os EUA assumirão o controle do país.
Quem é Delcy Rodríguez?
Delcy Eloína Rodríguez Gómez nasceu em Caracas, em 18 de maio de 1969. É advogada, formada pela Universidade Central da Venezuela, com pós-graduação em Paris e Londres.
Filha de Jorge Antonio Rodríguez, fundador da Liga Socialista morto em 1976 enquanto estava sob custódia policial, Delcy cresceu em um ambiente político. É irmã de Jorge Rodríguez, ex-vice-presidente e um dos principais articuladores do regime chavista.
Ingressou na administração pública em 2003, ainda no governo Hugo Chávez, e construiu uma trajetória contínua no núcleo do poder chavista. Ao longo dos anos, ocupou cargos centrais tanto na política interna quanto na diplomacia.
A carreira de Delcy inclui funções estratégicas:
vice-ministra para Assuntos Europeus (2005);
ministra de Assuntos Presidenciais (2006);
ministra da Comunicação e Informação (2013–2014);
ministra das Relações Exteriores (2014–2017);
presidente da Assembleia Nacional Constituinte (2017–2018);
vice-presidente executiva da Venezuela (desde 2018, cargo contestado pela oposição entre 2019 e 2023);
ministra do Petróleo e da Economia (2024–2025).
Desde 2024, ao comandar o Ministério do Petróleo, passou a concentrar ainda mais poder, ao controlar a principal fonte de receitas do país.
Também integra a direção nacional do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e liderou o movimento Somos Venezuela, braço político e social do governo.
Perfil público e posição internacional
Com perfil combativo, Delcy é conhecida por discursos duros contra pressões externas.
Nos meses que antecederam a crise atual, criticou sanções internacionais, a apreensão de navios petroleiros e a venda forçada da Citgo, subsidiária da PDVSA nos EUA, afirmando que essas medidas comprometeram a renda nacional.
Desde 2018, ela é alvo de sanções impostas por Estados Unidos, União Europeia, Canadá, México e Suíça.
As medidas incluem congelamento de bens e restrições de entrada, sob acusações de corrupção, violações humanitárias e de minar a democracia venezuelana.
A reação após a captura de Maduro
Após o anúncio de Trump, Delcy exigiu “prova de vida” de Maduro e Cilia Flores em pronunciamento transmitido pela TV estatal. Convocou as Forças Armadas e milícias a defenderem o território e pediu mobilização popular contra a intervenção estrangeira.
Informações iniciais indicaram que Delcy estaria fora do país no momento da ofensiva, mas autoridades russas negaram que ela estivesse na Rússia.
Enquanto isso, Trump afirmou ter conversado com a vice-presidente e disse que ela estaria disposta a “fazer o que for necessário” para a transição, declaração que foi usada por Washington para sinalizar a possibilidade de interlocução.
Conheça a trajetória de Nicolás Maduro com o especial do programa Face Oculta. Assista completo abaixo:
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