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Em qual governo ocorreram mais queimadas na Amazônia?

Fala de Bolsonaro sobre desmatamento no debate da Band leva a batalha de gráficos e print nas redes. Veja o que dizem os dados oficiais.

Por
Redação
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Gráfico desmatamento governos brasileiros
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No debate da Band na noite do último domingo (16/10), o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) falou para os espectadores "darem um Google" para comparar dados de desmatamento da Amazônia.

O pedido promoveu uma batalha de dados, gráficos e informações nas redes sociais. O tema chegou aos trending topics da rede social Twitter.

Os defensores do atual presidente apontam que na época de Lula o desmatamento e as áreas queimadas eram maiores. Apoiadores do ex-presidente destacam que na gestão do PT houve redução do desmatamento e na de Bolsonaro os índices estão em crescimento.

Lula assumiu o governo no seu primeiro mandato com altas taxas de desmatamento e conseguiu finalizar o último mandato com queda nos números. Já Bolsonaro, assumiu o governo com os números em baixa e os viu eles crescer nos últimos anos.

Os dados cobrem apenas queimadas legais ou naturais no território da Amazônia. As consideradas ilegais não são contempladas porque não são notificadas.

A maior parte das queimadas apontadas nos dados envolve um ciclo natural do bioma local.

Segundo dados do INPE, a Amazônia Legal teve 72,2 mil km² desmatados nos primeiros três anos do primeiro governo Lula. A área é mais que o dobro que os 34 mil km² registrados no mesmo período do governo Bolsonaro.

No debate da Band, Bolsonaro afirmou que, durante o primeiro mandato do petista, o desmatamento foi maior que o dobro do registrado no seu governo. "Você desmatou 2,5 vezes mais do que no meu governo", disse ao concorrente.

Lula afirmou: "o menor desmatamento da Amazônia foi no nosso governo". O menor índice da série histórica foi registrado no ano de 2012, durante o governo de Dilma Rousseff (PT).

O que se tem de registro dos 8 anos de Lula representa o desmatamento de 125,5 mil km². Média de 15,7 mil km² por ano. Caso eleito, prometeu o desmatamento zero.

Atualmente, a média de desmatamento no governo Bolsonaro, na Amazônia, é quase 30% menor que no tempo de Lula: 11,3 mil km² por ano.

Quando o assunto é a Amazônia, dados inflados, desatualizados ou imprecisos são comuns. A título de exemplo:

  • Um Boeing 747, viajando a 700 km/h, precisa de 06 horas para atravessar a Amazônia de ponta a ponta;
  • A Amazônia corresponde a 66% do território brasileiro;
  • Juntando os brasileiros de todos os estados, eles ocupam menos da metade de todo o território brasileiro;
  • 86% de toda a Amazônia está intocada desde Adão e Eva, é uma mata fechada que sequer foi pisada
  • A Amazônia representa 7% da superfície terrestre.

Diante desses dados, é possível que o leitor estranhe o tom com que a Amazônia vem aparecendo no noticiário nos últimos anos. Existem até propostas vinda de representantes europeus de "internacionalizar a Amazônia".

Uma cortina de fumaça cobre a floresta brasileira, mas ela não vem das queimadas e sim de notícias.

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  • a instrumentalização política do movimento ambientalista;
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