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Daniel Ortega chama Igreja Católica de "máfia" e proíbe procissões de Páscoa nas ruas

O presidente Daniel Ortega descreveu padres, bispos, cardeais e o papa Francisco como uma “máfia”.

Por
Redação
Publicado em
Daniel Ortega e Rosario Murillo, presidente e vice-presidente da Nicarágua.
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A Polícia Nacional da Nicarágua proibiu a Igreja Católica de celebrar procissões na rua durante a Quaresma e a Semana Santa. A informação foi concedida por fontes da igreja na última sexta-feira ao jornal português Expresso.

O atual presidente e chefe supremo da Polícia Nacional da Nicarágua Daniel Ortega chancelou a proibição após descrever padres, bispos, cardeais e o papa Francisco como uma "máfia".

O bispo da diocese nicaraguense de León e Chinandega, Sócrates René Sandigo, disse que a autoridade policial apenas autorizou que a Via Sacra tivesse lugar no espaço da igreja, seja no seu interior ou no pátio, mas não nas ruas.

Na noite de 21 de Fevereiro, Ortega descreveu a Igreja Católica como uma "máfia" e repetiu a acusação de ser antidemocrática por não permitir que os católicos elejam o papa, cardeais, bispos e padres por voto direto.

  • Leia mais: veja a primeira vez que Daniel Ortega acusou a Igreja Católica de ser antidemocrática e chamou-a de "uma tirania perfeita".

O líder sandinista também acusou os líderes da Igreja Católica de cometerem "crimes no campo financeiro".

"Ateu, corrupto e criminoso" assim Ortega foi classificado pelo bispo auxiliar de Manágua, Silvio Báez, após os seus ataques à Igreja Católica.

Defensor dos direitos humanos e crítico ao regime de Ortega, Monsenhor Silvio Báez foi obrigado a sair da Nicarágua, exilar-se nos EUA e teve sua nacionalidade retirada, além de ser declarado "fugitivo da justiça" após ter sido acusado de crimes de "traição à pátria".

A 12 de fevereiro, o Papa Francisco lamentou a sentença de prisão de um bispo crítico do Governo nicaraguense, Rolando Álvarez, e encorajou os líderes políticos a "procurarem sinceramente" a paz no país.

Álvarez, crítico do Governo de Ortega, foi condenado a 10 de fevereiro a 26 anos e quatro meses de prisão por crimes de "traição à pátria".

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