Cristian Cravinhos, ex-parceiro de Suzane Von Richthofen, afirma que entrou no ramo por dificuldades financeiras e diz que “o recomeço fora da cadeia é muito duro”.

Cristian Cravinhos voltou ao centro das atenções tentando transformar a própria fama em fonte de renda.
Condenado a 40 anos de prisão por participação no assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen e por suborno, ele passou a negociar conteúdo adulto por mensagens privadas nas redes sociais.
A informação foi revelada pelo colunista Ullisses Campbell, do jornal O Globo. Segundo a apuração, Cristian cobrava R$120 pelo envio de um vídeo solo e três fotografias.
Inicialmente, ele negou que estivesse produzindo esse tipo de material.
Depois de ser confrontado com capturas de tela das conversas, admitiu a venda e afirmou que pretende lançar em breve um perfil no OnlyFans, plataforma usada para comercialização de conteúdos por assinatura.
“O recomeço fora da cadeia é muito duro”.
Antes disso, Cristian já vinha tentando ganhar dinheiro com a venda de quadros, pinturas a óleo e gravuras. Em novembro do ano passado, anunciou nas redes sociais uma tela que, segundo ele, havia sido pintada durante o período em que esteve preso em Tremembé.
Na ocasião, afirmou que a pintura o ajudava a lidar com as aflições dentro do presídio e que precisava vender a obra para conseguir dinheiro.
A mudança de atividade acontece em meio a uma nova onda de exposição pública envolvendo seu nome.
Cristian voltou a ser comentado após a estreia da série Tremembé, que retrata bastidores do presídio onde ele cumpriu parte da pena.
Na produção, seu personagem aparece em cenas que reacenderam curiosidade sobre sua vida dentro da prisão. A repercussão ampliou o interesse em suas redes sociais e, segundo ele, aumentou também as propostas comerciais.
Cristian é irmão de Daniel Cravinhos, ex-namorado de Suzane von Richthofen. Os três foram condenados pela morte dos pais dela, assassinados em 2002, em um dos crimes de maior repercussão do país.
Ele passou ao regime aberto pela primeira vez em 2016. Dois anos depois, voltou à prisão após ser preso em flagrante por tentar subornar policiais militares durante uma abordagem. Em 2022, obteve novamente o regime aberto, condição em que permanece.
À primeira vista, essa história parece apenas mais um episódio estranho envolvendo um nome famoso do crime brasileiro.
Mas ela também mostra como alguns personagens condenados por crimes brutais continuam ocupando espaço no imaginário nacional, agora transformando exposição em negócio.
Para entender o que existe por trás do crime no Brasil, a Brasil Paralelo produziu Entre Lobos 2026, um retrato falado da segurança pública no país.
Viajamos pelo Brasil, acompanhamos operações policiais e reunimos mais de 50 especialistas para revelar o desenho completo por trás da violência.
A estreia gratuita acontece no dia 30 de julho.
Clique aqui e garanta seu lugar.
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.