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Política5 min de leitura

Brasil será representado por filme LGBT sobre criança no Oscar

Produção mostra um garoto afeminado no interior do Ceará que teme voltar a morar com o pai.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Filme LGBT sobre criança vai concorrer ao Oscar pelo Brasil
Fonte da imagem: Trailer do filme "Feito Pipa"

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23h
26m
54s

A Academia Brasileira de Cinema anunciou que escolheu o filme Feito Pipa para representar o país na disputa pelo Oscar pela categoria de Melhor Filme Internacional.

A produção acompanha Gugu, um menino que usa maquiagem e roupas femininas no sertão cearense, onde mora com a avó

Quando ela começa a apresentar sintomas de Alzheimer, o garoto tenta esconder a situação para evitar morar com o pai, estrelado por Lázaro Ramos, que não aceita seu comportamento afeminado.

A Presidente da Comissão de Seleção, Clélia Bessa, elogiou o longa e destacou que ele já recebeu outros prêmios internacionais:

"O filme Feito Pipa, de Allan Deberton, tem uma narrativa sensível que comunica universalmente e ao mesmo tempo traz uma forte identidade brasileira à partir de uma cidade do interior do Ceará. É sobre família, a cumplicidade entre avó e neto, infância, finitude e já foi premiado em festivais internacionais importantes".

Feito Pipa já conquistou o Urso de Cristal de Melhor Filme no Festival de Berlim e cinco Kikitos no Festival de Gramado.

  • O experimento com crianças conduzido por um dos principais nomes da teoria de gênero é o tema do primeiro filme internacional da Brasil Paralelo, O Menino Que Se Chamava Brenda. Assista ao trailer abaixo:

Diretor defende normalizar crianças em contextos LGBT

Segundo o diretor, Allan Deberton, o objetivo da produção é acabar com as restrições em tratar sobre a sexualidade de crianças

É um cinema que eu quero fazer que quer acessar o público e contar histórias importantes. Foi um projeto difícil de fazer, por muito tempo senti que o mercado ainda tratava como tabu esse tema da infância queer”.

O termo que ele usa para fala sobre a tendência do personagem é queer, que significa algo como “estranho” ou “esquisito” em inglês.

Essa expressão costuma ser utilizada de maneira pejorativa para se referir a homossexuais.

No entanto, ela foi apropriada pela ideologia de gênero como qualquer pessoa que se desvie dos padrões de homens e mulheres heterossexuais.

Termo queer dá nome a uma das teorias mais famosas da ideologia de gênero

Uma das correntes das teorias de gênero usa o nome de “Teoria Queer” e tem como uma de suas principais pensadoras a autora Judith Butler.

Na visão de Butler, as pessoas não expressam um gênero que já existia dentro delas, pelo contrário, aprendem padrões e comportamentos que são repetidos.

Ela compara com um ator trabalhando em uma personagem, e assim a sociedade reconhece masculino ou feminino:

A performance é importante nesse sentido porque nós efetivamente encenamos quem somos, e qualquer pessoa que estuda performance sabe que existem performances que realizamos em nossas vidas que não são mera representação, não são falsas.”

Embora frequentemente seja apresentada como a criadora da ideologia de gênero, Judith Butler rejeita essa descrição.

Segundo ela, existem muitas teorias sobre gênero e seu trabalho representa apenas uma delas.

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Conheça o médico que criou a identidade de gênero

A própria ideia de identidade de  gênero tem um criador, um médico neozelandês que se chamava John Money.

Até meados do século XX, a palavra gender era usada quase exclusivamente na gramática para classificar substantivos como masculinos, femininos ou neutros.

Foi ele quem levou esse termo para a medicina. O historiador Vern Bullough explica que, em 1955, Money adotou a palavra "gênero".

 

Ele defendia que o sexo biológico não determinava a forma como uma pessoa se identificava, mas sim a socialização a partir dos primeiros meses de vida.

Médico esteve por trás de um experimento bizarro com crianças

Essa tese o levou a realizar um de seus experimentos mais polêmicos, o caso dos irmãos Reimer.

Um dos principais problemas para sua teoria dentro da comunidade científica na época era que ela não poderia ser testada de maneira experimental.

O cenário muda quando aparece a família Reimer. Os pais tiveram dois irmãos gêmeos, porém um deles, Bruce, perdeu o pênis durante uma cirurgia de circuncisão mal sucedida.

Desesperados, eles aceitam seguir os conselhos do médico e criar o filho que passou pelo acidente como se fosse uma menina, Brenda.

A experiência é catalogada como um sucesso, mas a realidade dos irmãos é bem mais sombria.

Essa história está sendo contada pela Brasil paralelo em seu novo filme O Menino que se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:

Clique aqui para não perder o lançamento em breve.

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