Economia5 min de leitura

Bitcoin como moeda oficial na Argentina? Conheça a história do país com o mercado de cripto

Javier Milei fala em livre circulação de moedas e se inspira em El Salvador.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Bitcoin em frente à bandeira argentina.
Fonte da imagem: Criptonizando

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Milei sinalizou que pode seguir os passos de El Salvador e propor que o Bitcoin se torne moeda de curso legal na Argentina ainda este ano

A visão do presidente inclui permitir que os argentinos usem qualquer moeda que prefiram, incluindo criptoativos.

A medida faz parte de um plano maior que envolve livre circulação monetária e uma ampla reforma para cortar 90% dos impostos nacionais

Milei já defendeu publicamente as criptomoedas como ferramentas para a transformação econômica, citando o caso salvadorenho como exemplo de inclusão financeira e atração de investimentos.

A investida política sobre criptomoedas encontra um terreno onde esses ativos já são velhos conhecidos da população

Embora o governo argentino só legalizado o uso de criptomoedas no país em 2023, os argentinos buscam essa ferramenta há muito mais tempo

O uso do Bitcoin como alternativa ao peso e ao dólar já era notado por observadores internacionais desde, pelo menos, 2013

Naquele ano, a agência TradeHill já planejava abrir um escritório no país devido à alta demanda.

Por que os argentinos começaram a investir em criptomoedas?

Na época, uma inflação de quase 300% derrubava o valor do peso e o governo restringia o acesso ao dólar

Tradicionalmente os argentinos usam a moeda americana como forma de escapar da desvalorização do peso.

Além disso, cerca de 50% da população argentina trabalhava de maneira informal,  buscando meios de pagamento alternativos ao sistema bancário.

  • Entenda como a Argentina chegou a esse cenário com o documentário A Queda da Argentina. Assista ao primeiro episódio abaixo:

De fato, houve períodos recentes em que a compra de criptomoedas superou a do "dólar blue" (paralelo) como forma de poupança.

Embora menos dramático que o cenário argentino da época, o Brasil também enfrenta instabilidades econômicas

Em 2024, a inflação acumulada atingiu 4,83%, ultrapassando a meta do governo federal

Além disso, o real sofreu uma desvalorização de mais de 21%, fechando o ano entre as moedas que mais se desvalorizaram no mundo

Esses números reforçam a importância de estratégias para proteger o patrimônio contra a instabilidade econômica, com as criptomoedas sendo uma ferramenta.

A Brasil Paralelo vai oferecer uma aula inaugural gratuita, parte de sua nova certificação

O evento, 100% online, será realizado no dia 7 de maio, às 20h, no YouTube da Brasil Paralelo. Os participantes irão:

  • Explorar a evolução do dinheiro ao longo da história;
  • Entender como governos e bancos centrais influenciam o sistema financeiro;
  • Analisar por que o poder de compra está diminuindo;
  • Descobrir como o Bitcoin e as criptomoedas podem ser uma solução para os desafios econômicos atuais.

Não fique alheio às mudanças, ignorar as transformações no sistema financeiro é um risco

Participar da aula inaugural é uma oportunidade de adquirir conhecimento prático e tomar decisões informadas para proteger seu patrimônio. 

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A Argentina tem o 15º maior mercado de criptomoedas no mundo

Curiosamente, apesar do protagonismo do Bitcoin no discurso político, a preferência dos argentinos no dia a dia recai sobre as stablecoins, criptos atreladas ao dólar, que representam 60% do uso no país

A procura por investimentos não regulamentados pelo Estado transformou a Argentina em um dos maiores mercados cripto do mundo. 

Em 2023, o país ocupava o 15º lugar no Índice Global de Adoção de Criptomoedas, sendo o segundo maior mercado da América Latina

Estimativas locais, como da plataforma Lemon, apontam para cerca de 3 milhões de usuários, um número que já se aproxima do mercado de capitais tradicional argentino

A presença de anúncios de agências em cidades como Buenos Aires é outra evidência dessa popularidade.

As criptomoedas são usadas por diversos setores: freelancers que recebem do exterior evitam a conversão forçada para pesos; imigrantes enviam e recebem remessas de forma rápida e barata.

Até o agronegócio utiliza plataformas como a Agrotoken para negociar a produção (soja, milho) diretamente em tokens lastreados nos grãos, sem depender do dólar ou da logística de venda imediata.

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