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Bíblia é vendida por 190 milhões e se torna manuscrito mais caro do mundo

Codex Sassoon é vendido por 190 milhões e se torna o manuscrito mais caro do mundo.

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Redação Brasil Paralelo
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Codex Sassoon.
Fonte da imagem: Foto: Ed Jones / AFP

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Uma bíblia com mais de mil anos foi vendida por 38 milhões de dólares (cerca de 190 milhões de reais), na última quarta-feira (17/5), em um leilão na cidade de Nova York, nos Estados Unidos. A venda fez com o que o manuscrito se tornasse o mais valioso do mundo, segundo o jornal Correio Braziliense.

Datada do século X, a bíblia conhecida como Codex Sassoon é um dos dois únicos manuscritos que sobreviveram até a era moderna e que contêm todos os 24 livros da Torá, o Antigo Testamento cristão.

O nome remete a um dos proprietários, David Solomon Sassoon.

Segundo a apuração do Correio Braziliense, o item tem 1,1 mil anos e recebeu o nome em 1929. Solomon era um colecionador e estudioso britânico e comprou a bíblia por 350 libras esterlinas (cerca de 2.150 reais hoje).

O atual proprietário era o investidor e colecionador de arte suíço Jacqui Safra, sobrinho do banqueiro Joseph Safra.

De acordo com a Sotheby's, sociedade dedicada à venda em leilões, o exemplar está muito bem preservado, sendo a bíblia hebraica mais antiga e completa já descoberta, faltando apenas 12 páginas.

No leilão, o livro foi disputado durante quatro minutos por dois compradores. Quem levou foi o ex-diplomata americano Alfred Moses.

A compra foi feita em nome de uma organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos.  A entidade revelou que doará o manuscrito ao Museu ANU para integrá-lo ao Museu do Povo Judeu, em Tel-Aviv.

O Codex Sassoon ficou desaparecido por mais de 500 anos, após a destruição da sinagoga de Markada, no noroeste da Síria, e foi reencontrado apenas em 1929.

O documento foi leiloado pela primeira vez em mais de 30 anos, e tinha uma estimativa de venda entre US$ 30 milhões e US$ 50 milhões.

Detalhes da venda

A venda ultrapassou os US$ 35 milhões pagos pelo O Livro de Mórmon, datado de 1830. O livro, conhecido também como “manuscrito do tipógrafo”, foi ditado por Joseph Smith, primeiro presidente da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, de acordo com o jornal Deseret News.

O Livro de Mórmon foi arrematado em 2017, sendo até então o manuscrito mais caro já vendido em um leilão.

O documento histórico vendido pelo valor mais alto continua sendo uma das primeiras impressões da Constituição americana.

O documento é um dos 13 exemplares originais de 1.787 e foi vendido por quase três vezes o valor inicial. A venda da rara cópia bateu o recorde de um documento em leilão quando foi vendido por cerca de US$ 43,2 milhões (R$ 213 milhões) em novembro de 2021.

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