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Sociedade•5 min de leitura

Atriz trans vira capa de revista sobre estilo para homens

Eliot Page aparece sem camisa em ensaio realizado em tradicional casa de banhos de Nova York.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Eliot Page na capa da revista New York Maggazine
Fonte da imagem: New York Magazine

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23h
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A revista New York Magazine lançou um volume especial dedicado ao estilo masculino e para a capa escolheram uma mulher biológica.

Essa foi a primeira edição inteiramente dedicada ao estilo masculino em quase seis décadas de história, apesar da publicação trazer matérias sobre o tema desde a década de 1970.

O especial reúne diferentes capas e nomes da moda, cultura e entretenimento, entre eles está Elliot Page, a atriz que se declarou trans conhecida por produções como Juno e The Umbrella Academy.

Page anunciou publicamente ser trans em 2020 e posteriormente relatou ter passado por uma mastectomia.

Page foi fotografado por Ryan McGinley no Russian & Turkish Baths, tradicional estabelecimento localizado no East Village, em Nova York.

No ensaio, o ator aparece sem camisa e fala sobre sua relação recente com esse tipo de ambiente.

  • O experimento macabro com crianças conduzido por um dos principais nomes da ideologia de gênero é o tema do primeiro filme internacional da Brasil Paralelo, O Menino Que Se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:

Elliot Page não foi o único fotografado.

O ensaio reúne nomes como Troye Sivan, Christopher Abbott, Mike Faist, Marlon James e Rashid Johnson.

Segundo a New York Magazine, a proposta da primeira edição masculina é retratar personagens e tendências que estão moldando o estilo dos homens atualmente.

A presença de um trans em uma edição dedicada ao estilo masculino refletiria mudanças culturais na forma como sexo, gênero e identidade são tratados atualmente.

Mas os conceitos que estão no centro desse debate começaram a ganhar forma décadas atrás.

Em meados do século XX, um dos pesquisadores que ajudaram a desenvolver e difundir os conceitos de papel e identidade de gênero foi o psicólogo John Money.

Foi ele quem levou esse termo para a medicina. O historiador Vern Bullough explica que, em 1955, Money adotou a palavra "gênero".

Seu objetivo era diferenciar masculinidade e feminilidade do sexo biológico, criando uma distinção que até então não existia na literatura médica:

"Um bom exemplo é a sua concepção de gênero. Em 1955, ele adotou um termo antigo, gênero — há muito usado no discurso linguístico para designar se os substantivos são femininos, masculinos ou neutros — para servir como um conceito abrangente para distinguir a feminilidade ou o ser mulher e a masculinidade ou o ser homem do sexo biológico."

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O experimento macabro de John Money

Um dos principais problemas para suas teorias dentro da comunidade científica na época era que ela não poderia ser testada de maneira experimental.

O cenário muda quando aparece a família Reimer. Os pais tiveram dois irmãos gêmeos, porém um deles, Bruce, perdeu o pênis durante uma cirurgia de circuncisão mal sucedida.

Desesperados, eles aceitam seguir os conselhos do médico e criar o filho que passou pelo acidente como se fosse uma menina, Brenda.

A experiência é catalogada como um sucesso, mas a verdade é bem mais sombria. Cabe ao pesquisador e rival de John Money, Dr. Milton Diamond expôr o que realmente aconteceu.

Essa história está sendo contada pela Brasil paralelo em seu novo filme O Menino que se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:

Clique aqui para não perder o lançamento.

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