Atriz trans vira capa de revista sobre estilo para homens
Eliot Page aparece sem camisa em ensaio realizado em tradicional casa de banhos de Nova York.

A revista New York Magazine lançou um volume especial dedicado ao estilo masculino e para a capa escolheram uma mulher biológica.
Essa foi a primeira edição inteiramente dedicada ao estilo masculino em quase seis décadas de história, apesar da publicação trazer matérias sobre o tema desde a década de 1970.
O especial reúne diferentes capas e nomes da moda, cultura e entretenimento, entre eles está Elliot Page, a atriz que se declarou trans conhecida por produções como Juno e The Umbrella Academy.
Page anunciou publicamente ser trans em 2020 e posteriormente relatou ter passado por uma mastectomia.
Page foi fotografado por Ryan McGinley no Russian & Turkish Baths, tradicional estabelecimento localizado no East Village, em Nova York.
No ensaio, o ator aparece sem camisa e fala sobre sua relação recente com esse tipo de ambiente.
O experimento macabro com crianças conduzido por um dos principais nomes da ideologia de gênero é o tema do primeiro filme internacional da Brasil Paralelo, O Menino Que Se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:
Elliot Page não foi o único fotografado.
O ensaio reúne nomes como Troye Sivan, Christopher Abbott, Mike Faist, Marlon James e Rashid Johnson.
Segundo a New York Magazine, a proposta da primeira edição masculina é retratar personagens e tendências que estão moldando o estilo dos homens atualmente.
A presença de um trans em uma edição dedicada ao estilo masculino refletiria mudanças culturais na forma como sexo, gênero e identidade são tratados atualmente.
Mas os conceitos que estão no centro desse debate começaram a ganhar forma décadas atrás.
Em meados do século XX, um dos pesquisadores que ajudaram a desenvolver e difundir os conceitos de papel e identidade de gênero foi o psicólogo John Money.
Foi ele quem levou esse termo para a medicina. O historiador Vern Bullough explica que, em 1955, Money adotou a palavra "gênero".
Seu objetivo era diferenciar masculinidade e feminilidade do sexo biológico, criando uma distinção que até então não existia na literatura médica:
"Um bom exemplo é a sua concepção de gênero. Em 1955, ele adotou um termo antigo, gênero — há muito usado no discurso linguístico para designar se os substantivos são femininos, masculinos ou neutros — para servir como um conceito abrangente para distinguir a feminilidade ou o ser mulher e a masculinidade ou o ser homem do sexo biológico."
O experimento macabro de John Money
Um dos principais problemas para suas teorias dentro da comunidade científica na época era que ela não poderia ser testada de maneira experimental.
O cenário muda quando aparece a família Reimer. Os pais tiveram dois irmãos gêmeos, porém um deles, Bruce, perdeu o pênis durante uma cirurgia de circuncisão mal sucedida.
Desesperados, eles aceitam seguir os conselhos do médico e criar o filho que passou pelo acidente como se fosse uma menina, Brenda.
A experiência é catalogada como um sucesso, mas a verdade é bem mais sombria. Cabe ao pesquisador e rival de John Money, Dr. Milton Diamond expôr o que realmente aconteceu.
Essa história está sendo contada pela Brasil paralelo em seu novo filme O Menino que se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:
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