Para garantir que a agenda ESG será atendida, a empresa aumenta seus custos administrativos investindo em novos profissionais, departamentos e tecnologias.
- Contrata-se, por exemplo, mais auditores fiscais. Cria-se departamentos de compliance e desenvolve-se melhores mecanismos de comunicação com investidores, como aplicativos e sites de RI (Relação com Investidores).
- Algumas empresas podem até mesmo alterar o segmento de listagem de suas ações, em busca de um melhor alinhamento com o mercado. Isso aumenta as despesas, porque demanda nova adequação com os requisitos da bolsa para o segmento escolhido.
- Já a flexibilidade das empresas tende a diminuir, porque a agenda ESG requer maior transparência e processos de governança. A perda da flexibilidade se reflete principalmente quando decisões devem ser tomadas com urgência, sem consulta aos investidores, ou aquelas em que os caminhos são alternativos e sem previsão estatutária.
Em entrevista à Revista Oeste, Ana Paula Henkel, comentarista política, disse que a ESG está minando o sistema de livre mercado:
“Nos últimos anos, vimos grandes corporações virarem manchetes por seu ativismo político. Aqui nos Estados Unidos, por exemplo, o PayPal boicotou a Carolina do Norte por causa de um projeto de banheiro transgênero, a Coca-Cola denunciou um projeto de lei eleitoral na Geórgia e, claro, a Disney, que, recentemente, se opôs a uma lei da Flórida que proibia as escolas públicas de instruírem sobre sexualidade e identidade de gênero crianças do jardim de infância até a 3ª série. A explicação que ouvimos com frequência é que funcionários ativistas, os típicos millennials, estão comandando o show. Mas isso não é a história completa. Ativistas e empresas de investimentos também estão impulsionando a tendência ESG nos bastidores.
Historicamente, muitos investidores adicionaram a sobreposição de ‘valores’ às suas preferências de investimento. As duas principais abordagens baseadas em valores são o Socially Responsible Investing (SRI) e o Impact Investing (IR). A estes foi adicionado um novo acrônimo, Environmental, Social, and Governance (ESG), e, embora esses termos sejam frequentemente usados de forma intercambiável, é importante entender algumas diferenças críticas para ver por que o ESG é tão problemático. Muitas pessoas ainda não entendem o ESG, até porque, embora haja um gigantesco pedágio ideológico a ser pago, muitas ações são desenhadas estrategicamente com discrição.”
Cenário econômico
As pautas políticas desempenham um impacto considerável no cenário econômico. Cabe aos responsáveis decidirem se faz sentido dialogar com as pautas socioambientais em seus negócios.
O impacto maior aparece quando grandes empresas têm suas ações listadas em bolsas de valores. Acionistas e fundos de investimento podem cobrar as práticas listadas pela ESG. Para alguns, a falta de compromisso ambiental tem sido vista como um risco para a própria sustentabilidade do sistema financeiro global.
A ESG pode impactar como uma empresa é vista pelos consumidores, independentemente dos resultados financeiros. Quando uma estrutura depende de capital aberto, desempenho nos critérios da ESG podem fazer a diferença na cotação de mercado e influenciar nas votações de acionistas.
Alguns padrões que costumam ser analisados por investidores são os emitidos pelo Sustainability Accounting Standards Board (SASB) e as recomendações da Task Force on Climate-related Financial Disclosure (TCFD, em tradução livre: Força-Tarefa sobre Divulgação Financeira Relacionada ao Clima).
- Saiba mais detalhes sobre a ESG.
ESG no Brasil
No Brasil, a ESG ainda não é uma unanimidade e ainda não tem a mesma relevância que tem na Europa, por exemplo. No entanto, esse tema tem ganhado cada vez mais tração entre os gestores de ativos brasileiros.
Parte do mercado tem demandado por aplicações mais responsáveis dos recursos. Dentre as cobranças mais comuns, notam-se:
- Diversidade;
- Compliance
- Inclusão e equidade;
- Mudanças climáticas;
- Governança, ética e integridade nas relações;
- Qualidade de vida dos colaboradores em tempos de pandemia.
Como lidar com a ESG no seu negócio?
Leandro Ruschel é investidor em série, vive nos EUA e está na Brasil Paralelo desde a origem da empresa.
Hoje, 7 anos após a fundação, a Brasil Paralelo o convidou a lecionar uma aula sobre ESG, no curso Método BP, criado para ajudar empresas e empresários no crescimento profissional sem abrir mão dos valores e abraçando uma vocação.
Em sua aula, explica que havia uma separação clara entre mundo corporativo e a política. Disse também, que isso não existe mais.
Ruschel conta que Klaus Forbes, já na década de 70, apresentava a visão de um capitalismo mais suave, um capitalismo com preocupações sociais que não estaria focado simplesmente em alimentar os lucros, nem oferecer lucros para os acionistas, mas também seguir outros parâmetros, parâmetros sociais que deveriam ser discutidos com os próprios governantes.
Diz Ruschel:
“A gente começa a ver essa simbiose entre ONU, entre globalismo, entre governos, com uma visão mais progressista, mais socialista e, pasmem, o Fórum Econômico Mundial, que seria o grande contraponto dos globalistas”.
Algumas alas defendem que existe uma desigualdade que não pode continuar no mundo, que a estrutura da sociedade é racista.
E complementa:
“Você já deve ter ouvido falar do racismo estrutural e você tem aí a necessidade de impor até mesmo a força, as preferências sexuais abertas. Você não pode mais defender a família tradicional, porque a família tradicional seria também, de uma certa forma, preconceituosa”.
Quais são os pressupostos dessa lógica dessa simbiose entre capitalismo e socialismo, como o sistema econômico e os seus reflexos no mundo político?
Em sua aula, Ruschel explica:
“Se você retira a capacidade do capitalismo de produzir riqueza em nome do combate à desigualdade, o que acabou acontecendo na história humana, a história política foi a criação de mais desigualdade, onde você tem a maior parte das pessoas na miséria, como aconteceu em todos os regimes de cunho marxistas e de cunho marxista menor”.
A pauta da ESG vem sendo promovida pelo próprio Fórum Econômico Mundial e por outras organizações. O que isso significa para os empreendedores? Que para ter acesso a maiores recursos, é necessário cumprir a cartilha ESG.
Quando uma empresa for listada em bolsa, a BlackRock, a Vanguard, as outras empresas do setor vão exigir isso para aportar dinheiro.
Hoje, a Nasdaq, a segunda maior bolsa americana, exige que, no board de uma empresa, o conselho que a dirige, tenha pelo menos duas minorias representadas.
A sugestão de Ruschel para os empreendedores é:
“Não use a sua empresa como uma ferramenta de símbolo político, de manifesto político, porque isso vai gerar problemas para você”.
No Método BP, os fundadores, sócios e executivos da Brasil Paralelo, ensinam como atraem talentos que não estão dispostos a vender seus valores. Que preferem não ser contratados por empresas que tenham um nível radical de agenda política.
A Brasil Paralelo uniu vocação, valores e empreendedorismo. Em 7 anos, quebrou todos os paradigmas, conquistou mais de meio milhão de assinantes, sem dinheiro público e sem investidores.
Conheça melhor essa história.
Método BP, o curso empresarial da Brasil Paralelo
Em seu novo curso, Método BP, voltado especialmente para gestores, empreendedores e profissionais que querem melhorar o desempenho em suas carreiras, os diretores da Brasil Paralelo revelam como foi construir uma empresa sem dinheiro público, indo de 10 mil reais de empréstimo a mais de 200 milhões de lucro.
Reinvestindo anos após ano em novas produções, ampliação de equipe, equipamentos e mentorias, a Brasil Paralelo conseguiu oferecer cada vez mais conteúdo e sua própria plataforma com aplicativo para celular. Tudo isso graças aos Membros assinantes.
Ao longo desses anos de empresa, profissionais de ponta se reuniram e o ambiente proporcionado foi de muitas descobertas e aprendizados.
Nas palavras de Lucas Ferrugem, sócio-fundador:
“Foi aí que nós entendemos que o conhecimento da BP para transformar vocações em profissões pode ser replicado por outras pessoas e empresas, e que isso pode trazer diversos benefícios para o país.”
Nós já sabíamos que muitas pessoas vivem insatisfeitas com seus empregos ou com seus ambientes de trabalho, mas uma pesquisa feita com Membros assinantes da BP nos deixou alarmados.
Duas das principais insatisfações relacionadas ao trabalho nos motivaram a desenvolver o Método BP, elas são:
- "meu trabalho está profundamente desalinhado com minha vocação pessoal" e
- "meu ambiente de trabalho é permeado de ideologias contrárias aos meus valores pessoais".
Muitos compartilharam suas insatisfações por enxergar na empresa um farol no mercado de trabalho. A história da BP mostra que é possível transformar a vocação e os valores pessoais em fatores centrais da própria profissão.
História da Brasil Paralelo
Há 7 anos, três jovens sonhavam em criar um negócio inédito no Brasil: uma empresa audiovisual que resgatasse o melhor da cultura do país, tudo isso sem utilizar dinheiro público.
O projeto poderia parecer impossível à primeira vista. Henrique Vianna, Lucas Ferrugem e Filipe Valerim não tinham grandes somas de dinheiro.
Outra dificuldade era a da própria população brasileira, que aparece em pesquisas educacionais entre os que menos leem e menos participam de atividades culturais do mundo.
"Nós tínhamos o desejo de resgatar o que existe de melhor na cultura brasileira, nós não conseguíamos ficar de braços cruzados, a vocação e os valores falaram mais alto. Nós sabíamos que seria difícil, mas desejávamos criar o marco inicial desse trabalho no Brasil", disse Henrique Viana, sócio fundador da BP, ao contar a história da empresa.
Mesmo diante dessas dificuldades, os sócios fundadores não ficaram paralisados. Nesse momento surgia o lema da Brasil Paralelo:
"Onde há vontade, há um caminho".
Na época, os sócios usaram aproximadamente R$ 10 mil do próprio bolso e pegaram empréstimos bancários a juros, sem nenhum incentivo estatal, apoio da Lei Rouanet ou qualquer coisa do gênero.
Mesmo sem ter muitos contatos influentes, os fundadores foram atrás de muitos dos principais professores do país e conseguiram criar o Congresso Brasil Paralelo, uma série de documentários que busca diagnosticar os principais problemas sociais do Brasil.
Em um país com baixos índices de consumo de cultura e educação, seria provável que o produto oferecido não gerasse renda nem despertasse interesse nas pessoas, mas a equipe da BP conseguiu mostrar que o produto é essencial para todos os brasileiros.
O resultado? Um lucro de mais de 1 milhão de reais. Após meses de trabalho em uma sala de 8 metros quadrados, a Brasil Paralelo se tornou uma empresa relevante no cenário nacional, adquirindo dois andares na Avenida Paulista, em São Paulo, para receber os mais de 200 colaboradores que se juntaram à empresa. Rapidamente, o valor recebido foi reinvestido na compra de melhores equipamentos, contratações, ampliação do espaço e lançamento de mais produções por ano.
"Tudo isso foi construído com muita ambição e sem jamais se desvincular do nosso propósito de enriquecer a sociedade por meio da busca comprometida da verdade", comentou Lucas Ferrugem, CEO da empresa.
Nesse contexto, entendendo que o conhecimento da BP pode ser essencial para transformar vocações em profissões e que isso pode trazer diversos benefícios para o país, a Brasil Paralelo chegou à conclusão de que é a hora de compartilhar os segredos e aprendizados que nos fizeram chegar aos mais de 200 milhões de faturamento, criando o Método BP.
Esse é o primeiro curso profissionalizante já feito pela empresa, voltado tanto para aqueles que querem construir seu negócio quanto para aqueles que desejam aprimorar sua carreira.