Ator disse que gostaria de ter mais diálogo com a direita, mas críticas tornam isso difícil.

Conhecido por apoiar pautas de esquerda e manter uma relação próxima com políticos como Guilherme Boulos, Wagner Moura causou polêmica ao criticar o próprio espectro político.
Em uma conversa com o jornalista Pedro Bial, na Grécia, o ator chamou a esquerda identitária de “fascismo de esquerda”.
Os defensores desse espectro teriam a tendência de procurar censurar aqueles com quem não concordam, em suas palavras:
“Fascismo de esquerda, fascisminho de esquerda, de não pode sei lá o que”
A Brasil Paralelo investigou a fundo o fenômeno do fascismo, procurando entender o que essa palavra realmente significa para além de um xingamento político.
Assista abaixo ao primeiro episódio do épico História do Fascismo:
Na entrevista, Wagner Moura afirmou que gostaria de dialogar mais com a direita, porém o ambiente polarizado e as fortes críticas seriam um impeditivo.
De acordo com ele, toda vez que tenta conversar é chamado de hipócrita por ter prosperado em uma carreira internacional e apoiar pautas de esquerda:
“Os caras ficam falando essas coisas e aí não consigo dialogar também. Eu queria ter uma interação com a direita”.
Ele defendeu que a esquerda busca propor sempre mais pautas, enquanto a direita faz uma pergunta importante: “quem vai pagar por isso?”