Vaticano vai levar um filme para disputar o Oscar pela primeira vez na história
A nação sede da Igreja Católica nasceu no mesmo ano que a premiação, em 1929.

O menor país do mundo, o Vaticano, vai indicar um filme para disputar o Oscar pela primeira vez na história.
A produção Green Lava vai disputar pela categoria de melhor documentário curta-metragem.
O curta de 39 minutos conta a história de Giacomo, um jovem que vive nas montanhas Dolomitas e sofre com a distrofia muscular de Duchenne.
Ele leva a memória do irmão Mattia, que faleceu por causa da mesma doença, enquanto tenta viver uma vida normal apesar de seu corpo definhar.
O filme foi dirigido por Lia Beltrami e Ali Aksu contou com uma parceria com a Vatican News.
A indicação cria um precedente para o Vaticano, mas ainda não representa uma indicação oficial do país.
Isso porque a categoria curtas não exige uma indicação oficial de um país, como acontece com na disputa pelos filmes internacionais.
O chefe do Dicastério para a Comunicação do Vaticano, Paolo Ruffini, defendeu a ideia de levar o filme para a disputa em entrevista para a Variety:
"A história de Giacomo merece ser conhecida por todos, e por isso estamos felizes com a oportunidade de incluir 'Green Lava' no processo de inscrição ao Oscar".
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Vaticano tem a mesma idade que o Oscar
Apesar de nunca ter participado de uma disputa pelo Oscar, o Vaticano tem uma relação inusitada com a premiação, ambos tem 97 anos.
Em maio de 1929, o Hollywood Roosevelt Hotel abrigou uma cerimônia privada para premiar os melhores filmes dos dois anos anteriores. Era a primeira entrega de um Oscar na história.
O evento foi um jantar privado com nomes do setor e foi a única vez que não houve transmissão por rádio e nem televisão.
Do outro lado do Atlântico e no mesmo ano, nascia oficialmente a cidade Estado do Vaticano.
Antes da unificação italiana, o Papa era o líder máximo dos Estados Pontifícios, que ficavam no centro da Itália.
Em 1870 as tropas do rei Vitório Emanuel tomaram a região e acabaram com o poder político do líder religioso.
A Igreja Católica não reconheceu o Estado que surgiu depois, com o Papa Pio IX chegando a se declarar como um prisioneiro na Basílica de São Pedro.
Roma só voltou a ser independente em 1929, após a assinatura do Tratado de Latrão com o regime fascista de Benito Mussolini.
Além de tornar o Vaticano um país independente, o acordo fez com que a Itália se tornasse uma nação oficialmente católica.
A Brasil Paralelo estudou a ideologia de Mussolini e seu desenvolvimento no épico História do Fascismo. Assista ao primeiro episódio abaixo:
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