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Política•5 min de leitura

Turquia leva ofensiva contra o movimento LGBT para a ONU após megaoperação policial

Ativista acusa governo de “tortura” e “maus tratos” contra militantes que defendem a causa.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Erdogan critica ideologia de gênero na ONU e policia turca faz operação contra movimento LGBT
Fonte da imagem: DW/Picture Alliance

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23h
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Um dos discursos mais polêmicos na Assembleia Geral da ONU foi a fala do presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

Conhecido por defender uma posição conservadora do Islã, ele aproveitou o espaço para criticar o apoio da ONU à ideologia de gênero.

Em sua visão, as crianças estariam sendo o principal alvo dessa narrativa, que estaria enfraquecendo as famílias:

"As políticas globais de neutralização de gênero (...) se transformaram em um cerco que tem como alvo as crianças inocentes, assim como a instituição da família".

Erdogan seguiu dizendo que a única maneira de frear essas narrativas seria defendendo as famílias tradicionais e combater os lobbies internacionais:

"Só podemos romper este cerco protegendo a família formada por mulheres e homens... A Turquia continuará tomando iniciativas para proteger as famílias e as crianças, apesar dos ataques de grupos lobistas".

  • O experimento com crianças conduzido por um dos primeiros nomes nos estudos sobre de gênero é o tema do primeiro filme internacional da Brasil Paralelo, O Menino Que Se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:

Operação mira ativistas LGBT no país 

Poucos dias antes do encontro entre líderes mundiais, a polícia turca avançou contra militantes do movimento LGBT.

Mais de 150 pessoas foram detidas durante uma operação que envolveu o bloqueio de sites, batidas em sedes de ONGs e prisões em diversas províncias.

Segundo a ativista ativista Yildiz Tar disse à Globo, cerca de 80 pessoas seguem presas e estariam enfrentando condições duras:

"Eles estão em condições muito difíceis nas prisões… Enfrentaram tortura, foram colocados na solitária e ficaram sem água por cinco dias", relatou.

As batidas faziam parte da operação "Minha Família Está Segura", que segundo o governo visa proteger as crianças e os valores familiares.

O ministro da Justiça turco chegou a dizer que a operação mirava 162 suspeitos, nove associações e 13 empresas em 15 províncias.

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