Entre os menores resgatados estão desaparecidos, vítimas de abusos e até de tráfico humano.

A maior operação de recuperação de crianças já realizada na Flórida terminou com 163 menores resgatados e três suspeitos presos.
O estado realizou a Operação Statewide Shield entre os dias 17 e 21, considerada pelas autoridades a maior ação estadual de recuperação de crianças já realizada na região.
Ao final, 163 crianças com idades entre dois meses e 17 anos foram localizadas pelas autoridades.
Três pessoas foram presas, enquanto as autoridades afirmaram que novas detenções podem ocorrer à medida que as investigações avançarem. Entre as acusações estão:
atos libidinosos contra menor;
agressão sexual contra vítima entre 12 e 16 anos;
interferência na guarda de criança;
resistência à prisão.
As autoridades destacaram que os 163 casos não estavam ligados a uma única organização criminosa.
Foram encontradas crianças que estavam desaparecidas, vítimas de abusos, negligências e até mesmo tráfico humano.
Segundo os investigadores, muitas delas haviam sofrido diferentes níveis de violência ou estavam expostas a outras atividades criminosas.
A operação utilizou inteligência em tempo real, investigação criminal e ações de campo realizadas simultaneamente em diferentes regiões.
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Embora coordenada pela Flórida, a operação também alcançou outros estados americanos e diversos países.
Isso porque algumas crianças haviam sido levadas para fora da região onde haviam sido registradas como desaparecidas.
Fora dos Estados Unidos, as equipes atuaram em 12 países:
Brasil;
Canadá;
Colômbia;
Dominica (República Dominicana em outras divulgações);
Finlândia;
Gana;
Guatemala;
Itália;
Jamaica;
México;
Espanha;
Taiwan.
As autoridades não informaram quantas crianças foram localizadas em cada um desses países.
Encontrar as crianças não encerrou os casos. Segundo as autoridades, muitas delas precisavam de atendimento especializado após terem passado por situações de abuso.
Por isso, os menores que necessitavam de assistência foram encaminhados para sete centros de recuperação, instalados entre Pensacola e Miami.
Nesses locais, receberam atendimento médico e psicológico, além de acompanhamento de profissionais de proteção infantil.
A estrutura contou com a participação de organizações especializadas, como a BayCare Behavioral Health.