Departamento de Justiça terá 30 dias para liberar cerca de 100 mil páginas da investigação.

O presidente Donald Trump, sancionou nesta quarta-feira (19) a lei que determina a divulgação pública de todos os arquivos relacionados ao milionário Jeffrey Epstein.
A medida havia sido aprovada quase por unanimidade pelo Congresso na véspera, com apoio de republicanos e democratas.
O Departamento de Justiça terá 30 dias para tornar públicos os documentos que não forem classificados, o que pode incluir cerca de 100 mil páginas de material.
Embora tenha se posicionado contra o texto inicialmente, Trump mudou de postura após o avanço da proposta no congresso.
Recentemente, o Congresso americano tornou públicos e-mails atribuídos a Epstein que sugerem que Trump tinha conhecimento da conduta do bilionário.
Em uma das mensagens, Epstein afirma que o atual presidente passou “várias horas” com uma das vítimas.
O conteúdo contém trechos incriminadores contra Trump, indicando seu envolvimento com os abusos sexuais e o tráfico humano promovido pelo milionário.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que o caso seria uma “farsa” criada pelos democratas, mas destacou a importância da sanção.
Ele também criticou o governo Biden, dizendo que a atual administração não entregou documentos relacionados ao caso.
“Talvez a verdade sobre esses democratas e suas ligações com Jeffrey Epstein seja revelada em breve, porque ACABEI DE ASSINAR O PROJETO DE LEI PARA DIVULGAR OS ARQUIVOS DE EPSTEIN!”
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A legislação não trata apenas de Epstein. O texto também determina a divulgação de informações sobre Ghislaine Maxwell, cúmplice do milionário, e outras figuras envolvidas nos processos judiciais.
A lei, entretanto, permite que o Departamento de Justiça retire ou oculte trechos que possam expor vítimas ou interferir em investigações em andamento.
Já censuras baseadas em “constrangimento, dano à reputação ou sensibilidade política” estão proibidas.
O tema ganhou força nas últimas semanas após Trump pedir uma investigação sobre supostas relações entre Epstein e figuras democratas. O Departamento de Justiça, porém, afirmou que não havia provas suficientes para a abertura de novos processos.
O deputado republicano Thomas Massie demonstrou preocupação de que novos inquéritos possam ser usados para adiar ou impedir a divulgação dos arquivos exigidos pela lei.
Epstein foi acusado de abusar de mais de 250 meninas menores de idade e de liderar uma rede de exploração sexual nos anos 2000. O caso voltou a repercutir neste ano em meio ao debate sobre a liberação dos documentos e às declarações públicas de Trump.
O bilionário mantinha uma extensa rede de contatos com políticos, celebridades e empresários, e foi amigo de Trump entre a década de 1990 e o início dos anos 2000.
Epstein foi preso em julho de 2019 e morreu um mês depois na prisão, em circunstâncias oficialmente registradas como suicídio.
Com a nova lei, documentos que tratam da morte do milionário também deverão ser divulgados.
Trump, por sua vez, afirmou nas redes sociais que os democratas seriam expostos nos novos arquivos e que seu governo já entregou mais de 50 mil páginas de documentos ao Congresso.
A liberação completa agora dependerá do cumprimento do prazo de 30 dias pelo Departamento de Justiça.
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