Trump confirma captura de Nicolás Maduro, após bombardeios na Venezuela
Governo venezuelano decretou estado de emergência, mas não confirmou oficialmente a prisão do chefe de Estado.

Na madrugada deste sábado (3), bombardeios atingiram a cidade de Caracas e interromperam o fornecimento de energia em áreas próximas a uma base militar.
Poucas horas depois, Donald Trump afirmou que as forças americanas realizaram um ataque “de larga escala” contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, que foram retirados do país.
O governo venezuelano decretou estado de emergência e acusou Washington de agressão militar, mas não confirmou oficialmente a prisão do chefe de Estado.
Em publicação na rede Truth Social, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos realizaram a operação militar.
O presidente americano não informou o local para onde o líder venezuelano teria sido levado nem deu detalhes sobre a ação.
Segundo a Casa Branca, Trump fará um pronunciamento à imprensa ainda neste sábado, às 12h (horário de Brasília).
De acordo com a imprensa local, os ataques teriam atingido alvos militares e estratégicos na Venezuela. Até o momento, os locais mencionados são:
- Fuerte Tiuna: principal base militar do país, onde residem e atuam integrantes do alto comando do governo.
- Base aérea de La Carlota: aeroporto de pequeno porte utilizado por autoridades do regime, em Caracas.
- El Volcán (Caracas): área com antenas de comunicação.
- IVIC, na Rodovia Panamericana, nos arredores de Caracas: região que também abriga antenas e estruturas de comunicação.
- Porto de La Guaira: principal porto da Venezuela, estratégico para logística e comércio exterior.
De acordo com a CBS, o ataque estava previsto para ocorrer na noite de Natal, mas foi adiado após um ataque aéreo na Nigéria contra forças islâmicas ter prioridade.
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Explosões e apagão em Caracas
Antes do anúncio de Trump, o governo venezuelano já havia denunciado ataques militares na capital e em outras regiões do país.
Uma moradora local relatou à Brasil Paralelo que ouviu explosões por volta das 3h (horário de Brasília). Um apagão atingiu a zona sul da cidade, próxima a uma importante instalação militar.
Venezuela decreta estado de emergência
Em comunicado oficial, o governo de Caracas afirmou que os ataques atingiram alvos civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Nicolás Maduro decretou estado de Comoção Exterior em todo o território nacional e convocou um plano de mobilização.
“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional (…) para derrotar esta agressão imperialista”, diz a nota do Ministério da Comunicação.
O texto também acusa os Estados Unidos de tentar assumir o controle das reservas de petróleo e minerais do país e convoca “todas as forças sociais e políticas” a se mobilizarem contra a ação americana.
Em publicação nas redes sociais, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que a Venezuela foi atacada com mísseis.
O episódio marca uma escalada inédita na crise entre Estados Unidos e Venezuela e mantém em aberto questões centrais. Relembre os principais pontos do conflito entre os dois países.
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