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Trump confirma captura de Nicolás Maduro, após bombardeios na Venezuela

Governo venezuelano decretou estado de emergência, mas não confirmou oficialmente a prisão do chefe de Estado.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Caracas
Fonte da imagem: Reprodução X

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Na madrugada deste sábado (3), bombardeios atingiram a cidade de Caracas e interromperam o fornecimento de energia em áreas próximas a uma base militar.

Poucas horas depois, Donald Trump afirmou que as forças americanas realizaram um ataque “de larga escala” contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, que foram retirados do país.

O governo venezuelano decretou estado de emergência e acusou Washington de agressão militar, mas não confirmou oficialmente a prisão do chefe de Estado.

Em publicação na rede Truth Social, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos realizaram a operação militar.

O presidente americano não informou o local para onde o líder venezuelano teria sido levado nem deu detalhes sobre a ação.

Segundo a Casa Branca, Trump fará um pronunciamento à imprensa ainda neste sábado, às 12h (horário de Brasília).

De acordo com a imprensa local, os ataques teriam atingido alvos militares e estratégicos na Venezuela. Até o momento, os locais mencionados são:

  • Fuerte Tiuna: principal base militar do país, onde residem e atuam integrantes do alto comando do governo.
  • Base aérea de La Carlota: aeroporto de pequeno porte utilizado por autoridades do regime, em Caracas.
  • El Volcán (Caracas): área com antenas de comunicação.
  • IVIC, na Rodovia Panamericana, nos arredores de Caracas: região que também abriga antenas e estruturas de comunicação.
  • Porto de La Guaira: principal porto da Venezuela, estratégico para logística e comércio exterior.

De acordo com a CBS, o ataque estava previsto para ocorrer na noite de Natal, mas foi adiado após um ataque aéreo na Nigéria contra forças islâmicas ter prioridade.

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Explosões e apagão em Caracas

Antes do anúncio de Trump, o governo venezuelano já havia denunciado ataques militares na capital e em outras regiões do país.

Uma moradora local relatou à Brasil Paralelo que ouviu explosões por volta das 3h (horário de Brasília). Um apagão atingiu a zona sul da cidade, próxima a uma importante instalação militar.

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Venezuela decreta estado de emergência

Em comunicado oficial, o governo de Caracas afirmou que os ataques atingiram alvos civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

Nicolás Maduro decretou estado de Comoção Exterior em todo o território nacional e convocou um plano de mobilização.

“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional (…) para derrotar esta agressão imperialista”, diz a nota do Ministério da Comunicação.

O texto também acusa os Estados Unidos de tentar assumir o controle das reservas de petróleo e minerais do país e convoca “todas as forças sociais e políticas” a se mobilizarem contra a ação americana.

Em publicação nas redes sociais, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que a Venezuela foi atacada com mísseis.

O episódio marca uma escalada inédita na crise entre Estados Unidos e Venezuela e mantém em aberto questões centrais. Relembre os principais pontos do conflito entre os dois países.

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