Segurança pública5 min de leitura

Tráfico assume condomínios no Rio e ameaça moradores para cobrar taxas

Criminosos expulsam administrações, impõem taxas de até R$350 e ditam regras em edifícios na Zona Norte e Baixada.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Policiais no Rio de Janeiro
Fonte da imagem: CNN Brasil

Receba notícias gratuitamente em seu email

Traficantes estão invadindo e assumindo a administração de condomínios residenciais no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense.

Moradores de um condomínio na região de Turiaçu, Zona Norte da capital carioca, relatam que os criminosos tomaram controle total da gestão local, definindo regras e cobrando a taxa de todos os 480 apartamentos dos seis prédios do conjunto:

"O tráfico agora está administrando o condomínio e está cobrando R$350 de cada morador. [...] O proprietário que se recusa a pagar o condomínio para o tráfico vai perder o apartamento", detalhou um morador que não quis se identificar ao portal G1.

A cobrança tem que ser paga para os criminosos não assaltarem os moradores e nem vandalizarem seus apartamentos, uma "taxa de segurança".

Na semana passada, a Polícia Civil confirmou que está investigando uma denúncia similar em um condomínio de Madureira, onde o tráfico também teria determinado o pagamento de valores mensais. 

Denúncias de crimes semelhantes continuam surgindo em outros locais, indicando que essa é uma nova tática das facções criminosas.

Práticas como extorsões e fornecimento de produtos básicos se tornaram mais lucrativas do que a venda de drogas para as facções no Rio de Janeiro.

Segundo investigadores da Polícia Civil, estimativas apontam que criminosos na favela da Rocinha possuem uma receita mensal de até R$12 milhões e apenas 25% desse valor provém da venda de drogas

Criminosos lucram R$1,3 milhão com transportes apenas na Rocinha.

Com os 2.120 mototáxis da favela da Rocinha pagando R$150 por semana, o tráfico arrecada R$318 mil, quase R$1,3 milhão por mês

As 60 vans da cooperativa pagam R$930 semanais cada, gerando R$223.200 mensais

Nem a água escapa do monopólio das facções

A essa se somam a exploração de sinais clandestinos de TV e internet, além do monopólio em itens essenciais, como gás e até água mineral.

Um botijão de gás custa R$140 na Rocinha, R$40 a mais do que em outros bairros, e o gatonet, usado por 70% das casas, sai a R$100 por mês no plano mais barato.

Por esse motivo, as facções se enfrentam para expandir seus domínios territoriais no Rio de Janeiro, enquanto a população vive refém em uma guerra sem fim.

A Brasil Paralelo investigou esse cenário caótico, para entender como o Rio de Janeiro deixou de ser a cidade maravilhosa para se tornar um campo de batalha e o que fazer para impedir que o mesmo aconteça em outras cidades no país.

Garanta acesso ao documentário Rio de Janeiro: Paraíso em Chamas e todas as produções originais com o serviço de streaming da Brasil Paralelo.

Clique aqui e assine por apenas R$10 por mês.

Leia também:

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa. 

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos. 

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo. 

Clique aqui.  

A Brasil Paralelo traz as principais notícias do dia para todos os inscritos na newsletter Resumo BP.

Tenha acesso às principais notícias de maneira precisa, com:

  • informação confiável e imparcial;
  • economia de tempo por meio de notícias objetivas;
  • atualizações constantes;

O resumo BP é uma newsletter gratuita.

Quanto melhor a informação, mais clareza para decidir.

  • Inscreva-se no link a seguir para receber o Resumo BP todos os dias da semana em seu email - RESUMO BP.
[LEADS] Brasil Evangélico
[LEADS] Brasil Evangélico