Defesa diz que a técnica de enfermagem tem sintomas esquizofrênicos e dificuldade para entender a gravidade do caso.

Uma tia atenta não conseguiu ignorar a sensação de que havia algo errado, ao ver uma técnica de enfermagem passar por ela carregando uma bolsa em direção ao banheiro.
O caso, divulgado pelo Fantástico, aconteceu na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, e foi flagrado pelas câmeras de segurança do hospital.
Era início da tarde de uma segunda-feira quando a técnica de enfermagem Auricélia Rocha entrou na maternidade, mesmo estando de folga naquele dia.
Ela apareceu no corredor com a recém-nascida no colo e disse à mãe da bebê, uma adolescente de 14 anos, que precisava levá-la para fazer alguns exames de rotina, entre eles o teste do pezinho.
A tia da criança, Daniela, ficou esperando do lado de fora.
Pouco depois, Auricélia saiu carregando uma bolsa, e entrou em um banheiro. Foi ali que a cena começou a incomodar Daniela. Sem saber exatamente por quê, ela decidiu seguir a funcionária.
Quando chegou perto da porta, encontrou Auricélia saindo já com outra roupa.
O flagrante veio em seguida. Daniela bloqueou a passagem, puxou a bolsa e encontrou a bebê escondida ali dentro.
Perguntou o que estava acontecendo, se aquela mulher realmente trabalhava no hospital. Auricélia respondeu que não era nada do que parecia. Daniela tirou a criança da bolsa e gritou por socorro.
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A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de sequestro de menor, crime que pode render entre dois e oito anos de prisão. Auricélia não foi presa em flagrante.
A família chegou a interná-la em uma clínica psiquiátrica assim que o caso ganhou repercussão, mas a Justiça já havia decretado sua prisão preventiva. Ela foi detida na manhã seguinte, logo após receber alta médica.
De acordo com a reportagem do Fantástico, a casa dela guardava outro detalhe estranho. Havia um quarto inteiro montado para receber uma criança.
Segundo parentes, Auricélia dizia estar grávida havia meses, mas sem nenhuma confirmação.
A defesa alega que Auricélia tem diagnóstico de sintomas esquizofrênicos, faz uso de medicação psiquiátrica e apresenta dificuldade para entender a gravidade do que está sendo apurado.
Para a Polícia Civil, isso não é suficiente para afastar sua responsabilidade pelo crime.
Os investigadores acreditam que ela agiu sozinha. O que evitou um desfecho pior foi a atenção de uma tia, que percebeu algo fora do comum e resolveu não deixar passar.
Minutos depois de ser escondida dentro de uma bolsa, a recém-nascida já estava de volta aos braços da mãe.
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