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Mundo•5 min de leitura

O silêncio de Trump: Casa Branca atrasou reconhecimento das eleições

Até o momento, Trump ainda não ligou para parabenizar Lula pela vitória.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Donald Trump e Lula em reunião
Fonte da imagem: Reprodução

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Próximo envio em
00h
55m
19s

A Casa Branca rompeu a tradição diplomática dos EUA e só reconheceu o resultado das eleições na manhã desta segunda-feira (26).

Historicamente, o país tem o costume de fazer isso quase imediatamente após o resultado.

Em 2002, 2014, 2018 e 2022, o governo de Washington foi rápido em reconhecer o resultado e parabenizar o ganhador.

Até o momento, não há notícias de que o presidente americano tenha ligado para cumprimentar o petista.

Ontem (25), o advogado de empresas ligadas a Trump, Martin De Luca, criticou a decisão de Zanin em adiar o fim da votação e levantou questionamentos sobre o resultado:

“O STF tem 11 ministros. O que Zanin fez antes de se tornar ministro do STF? Ah, sim, ele foi o advogado de defesa criminal de Lula em seus casos de corrupção… Se essa manipulação descarada das eleições pode ser usada para anunciar que Lula venceu, será que Lula espera seriamente que alguém na comunidade internacional reconheça isso como uma eleição livre e justa? Ele sabe que ninguém vai.”

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Um mandato marcado pela tensão com os EUA

Ao longo do último mandato de Lula, a relação com os EUA chegou a um nível praticamente inédito.

Além do tarifaço americano e das sanções contra autoridades brasileiras, os dois líderes chegaram a trocar farpas pessoalmente.

Lula notoriamente critica Trump e sua relação com a família Bolsonaro, enquanto o americano já o chamou de “volátil” durante entrevista para a Axios.

"Realmente não penso nele. Não estou nem aí. Mas agora ele é um tipo de pessoa diferente. Ele é muito volátil. Eu vi como ele fez um discurso. Foi muito volátil, e tudo bem", disse Trump.

Isso sem levar em conta outras autoridades americanas como o secretário de Estado Marco Rubio, que já falou de maneira muito mais contundente:

"Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. Durante o último ano, Lula priorizou seu próprio ego em detrimento de um acordo que vise o bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço a pagar por isso", declarou no contexto das tarifas.

O silêncio do americano é um sinal de que uma aproximação entre os dois países pode estar distante.

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