Ir para o conteúdo principal
Política•5 min de leitura

Levantamento aponta 34 mil votos após prorrogação da eleição

Registros das urnas mostram que apenas 0,03% dos votos foram computados após as 17h. Lula venceu o segundo turno por 4,43 milhões de votos.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Cabina de votação e mesários em seção eleitoral
Fonte da imagem: —

Receba notícias gratuitamente em seu email

Próximo envio em
00h
54m
58s

A decisão do ministro Cristiano Zanin de prorrogar a votação até as 19h foi um dos episódios mais discutidos do segundo turno das eleições.

Após a divulgação dos resultados, Flávio Bolsonaro questionou a mudança no horário e anunciou que pediria a anulação do pleito.

Um levantamento da CNN Brasil e da Setup News, feito com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), identificou 34.330 votos registrados após as 17h.

O número representa aproximadamente 0,03% dos votos do segundo turno.

Lula foi reeleito com 64,2 milhões de votos, enquanto Flávio recebeu 59,8 milhões. A diferença entre os candidatos foi de 4.430.191 votos.

Nem todos os votos após as 17h dependiam da prorrogação

Os registros mostram o horário em que cada voto foi computado, mas não revelam em qual candidato o eleitor votou.

Existe ainda uma diferença importante entre os votos registrados depois das 17h e aqueles que só foram possíveis graças à decisão de Zanin.

Pelas regras eleitorais, os eleitores que já estavam na fila às 17h tinham o direito de votar, mesmo que o horário não fosse ampliado.

Por isso, o levantamento não permite determinar quantas pessoas efetivamente dependeram da prorrogação.

[VENDA] 1,90 - 25/10

Flávio anunciou que pediria a anulação da eleição

A decisão de Zanin ocorreu após denúncias de dificuldades no transporte público durante a votação.

A campanha de Lula solicitou a ampliação do horário diante de relatos de redução da frota de ônibus. A equipe de Flávio também havia pedido a prorrogação, mas em municípios afetados por chuvas e alagamentos.

Após o resultado, o senador criticou a decisão do STF e afirmou que recorreria à Justiça para contestar o pleito.

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.

Clique aqui.

[VENDA] 1,90 - 25/10
[VENDA] 1,90 - 25/10