Resultado das midterms pode mudar a relação entre Lula e Trump
Caso perca o Congresso, o presidente americano pode ter menos margem para agir na política externa.

A relação entre o Brasil e o governo americano pode passar por uma reviravolta após as eleições legislativas nos EUA, ao menos é o que espera o governo brasileiro.
Fontes de dentro do governo ouvidas pelo portal Metrópoles afirmam que as expectativas são altas para o resultado das midterms em meio à crise diplomática.
Os dois países passam por um momento de tensão desde o início da gestão Trump. O Brasil barrou empresas americanas de comunicação e chegou a ser respondido com tarifas e sanções contra autoridades.
Essa situação tem ganhado novos capítulos em meio às eleições, com a fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA e acusações de interferência vindas do alto escalão petista.
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Por que as midterms podem mudar a relação?
O presidente americano conseguiu uma votação histórica em 2024, garantindo o controle de ambas as casas.
Isso permitiu que ele tivesse mais liberdade para guiar a política externa do país, já que tinha um amplo apoio do Congresso.
No entanto, o resultado desta terça-feira (3) pode mudar isso, já que as pesquisas apontam para uma vantagem dos democratas.
Um levantamento divulgado pela NBC News faz uma média das pesquisas eleitorais e aponta para uma vantagem dos democratas.
O balanço mostra que a oposição deverá terminar com aproximadamente 52% das cadeiras no Congresso, contra 44% para o governo.
Para chegar a esse resultado, foram analisadas mais de 128 pesquisas independentes, praticamente todas marcando um avanço democrata.
As midterms são conhecidas como uma espécie de termômetro da popularidade do presidente, ou seja, costumam refletir a satisfação da população.
No caso de Trump, isso parece deixar o cenário ainda mais difícil. Seguindo uma metodologia semelhante, a NBC mostra que ele tem uma rejeição de 60% atualmente.
Enquanto isso, sua taxa de aprovação está beirando os 38%, em um comparativo com mais de 100 pesquisas.
Para tentar reverter esse cenário eleitoral ameaçador, Trump tem se lançado em uma campanha agressiva.





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