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Política•5 min de leitura

Relatório da embaixada americana fala em resultado “definitivo” das eleições brasileiras

Documento divulgado pela Folha mostra representantes americanos falando em resultado “surpreendente”, mas real.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Lula agita bandeira do Brasil em comemoração após o resultado da eleição
Fonte da imagem: Agência Brasil

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Próximo envio em
02h
07m
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O governo americano demorou para reconhecer oficialmente a vitória de Lula nas eleições brasileiras deste domingo (25).

Trump chegou a falar que a forma como o Brasil chegou ao resultado foi “terrível” e o advogado de suas empresas, Martin de Luca, questionou a decisão de adiar a votação, tomada por Zanin.

Além disso, aliados do presidente, como Elon Musk e Steve Bannon, chegaram a levantar suspeitas de fraude.

Apesar desse clima inicial de suspeitas, a Folha de S.Paulo teve acesso a um relatório da embaixada americana enviado ao Departamento de Estado com uma versão diferente.

O documento foi intitulado:

“Eleições no Brasil: Lula é eleito em resultado surpreendente, mas definitivo; Flávio Bolsonaro considera resultado impossível de aceitar”.

De acordo com os observadores internacionais, a disputa aconteceu de maneira majoritariamente pacífica, com poucos incidentes.

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Apesar da decisão de Zanin, diplomatas não falaram em fraude

Os representantes americanos também não demonstraram dúvidas sobre os resultados.

A decisão de Zanin foi mencionada como tendo pouco impacto de acordo com o TSE, segundo noticiado pela Folha.

O ministro tomou a decisão após 0,25% das urnas estarem abertas e colocarem Lula à frente, ou seja, os eleitores tardios foram votar com um resultado prévio oficial disponível.

Ele atendeu a um pedido do PT para ampliar o período após ônibus em Salvador e outras cidades terem supostamente ficado parados.

Na capital baiana, pelo menos, os veículos que ficaram na garagem tinham sido adesivados com propaganda petista, o que configura crime eleitoral.

Mesmo com a violação no rito e exposição de um resultado prévio, o TSE alega que a influência não alterou o resultado da disputa.

Isso porque o número de eleitores tardios após as 17 horas teria sido de aproximadamente 34,3 mil.

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