Missão da OEA reconhece resultado da eleição e declara não ter dúvida dos resultados oficiais
Relatório de observadores internacionais confirma integridade dos dados do TSE, mas aponta falhas na decisão que prorrogou a votação até as 19h.

A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) reconheceu a integridade dos resultados das eleições presidenciais brasileiras.
Em relatório divulgado nesta terça-feira (27), a organização afirmou que os números apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) coincidem com as informações coletadas pelos observadores.
A missão declarou que não tem dúvidas quanto à integridade dos dados oficiais.
O documento também parabenizou Lula e Geraldo Alckmin pela reeleição e destacou a atuação das equipes responsáveis pela votação.
Entretanto, os observadores identificaram problemas na condução do processo, especialmente na decisão que ampliou o horário de votação no segundo turno.
OEA enviou 179 observadores para acompanhar as eleições
A missão foi liderada por José Miguel Insulza, ex-secretário-geral da OEA e ex-chanceler do Chile.
No segundo turno, participaram 88 observadores de 22 nacionalidades.
A equipe visitou 977 seções eleitorais em 388 locais de votação, distribuídos por 21 estados e pelo Distrito Federal. Também acompanhou a votação em cinco cidades no exterior.
Ao longo dos dois turnos, a organização mobilizou 179 observadores, formando sua maior missão eleitoral já realizada no Brasil.
Os especialistas acompanharam procedimentos de segurança das urnas, testes de integridade e a totalização dos votos.
Relatório critica decisão que prorrogou votação até as 19h
Apesar de reconhecer os resultados, a OEA apontou problemas na decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No domingo (25), Zanin determinou a prorrogação da votação até as 19h enquanto o TSE ainda analisava pedidos apresentados pelas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.
Segundo a missão, a decisão provocou confusão entre funcionários eleitorais, partidos e eleitores.
A organização classificou o episódio como uma situação inédita na história eleitoral brasileira.
O relatório também alertou para os riscos de decisões individuais de ministros interferirem nas atribuições da Justiça Eleitoral.
A OEA recomendou estabelecer regras mais claras para a atuação do STF em questões eleitorais e melhorar a comunicação entre as duas cortes.
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