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Política•5 min de leitura

Missão da OEA reconhece resultado da eleição e declara não ter dúvida dos resultados oficiais

Relatório de observadores internacionais confirma integridade dos dados do TSE, mas aponta falhas na decisão que prorrogou a votação até as 19h.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Observador da OEA analisa boletins de urna impressos
Fonte da imagem: —

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A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) reconheceu a integridade dos resultados das eleições presidenciais brasileiras.

Em relatório divulgado nesta terça-feira (27), a organização afirmou que os números apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) coincidem com as informações coletadas pelos observadores.

A missão declarou que não tem dúvidas quanto à integridade dos dados oficiais.

O documento também parabenizou Lula e Geraldo Alckmin pela reeleição e destacou a atuação das equipes responsáveis pela votação.

Entretanto, os observadores identificaram problemas na condução do processo, especialmente na decisão que ampliou o horário de votação no segundo turno.

OEA enviou 179 observadores para acompanhar as eleições

A missão foi liderada por José Miguel Insulza, ex-secretário-geral da OEA e ex-chanceler do Chile.

No segundo turno, participaram 88 observadores de 22 nacionalidades.

A equipe visitou 977 seções eleitorais em 388 locais de votação, distribuídos por 21 estados e pelo Distrito Federal. Também acompanhou a votação em cinco cidades no exterior.

Ao longo dos dois turnos, a organização mobilizou 179 observadores, formando sua maior missão eleitoral já realizada no Brasil.

Os especialistas acompanharam procedimentos de segurança das urnas, testes de integridade e a totalização dos votos.

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Relatório critica decisão que prorrogou votação até as 19h

Apesar de reconhecer os resultados, a OEA apontou problemas na decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No domingo (25), Zanin determinou a prorrogação da votação até as 19h enquanto o TSE ainda analisava pedidos apresentados pelas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.

Segundo a missão, a decisão provocou confusão entre funcionários eleitorais, partidos e eleitores.

A organização classificou o episódio como uma situação inédita na história eleitoral brasileira.

O relatório também alertou para os riscos de decisões individuais de ministros interferirem nas atribuições da Justiça Eleitoral.

A OEA recomendou estabelecer regras mais claras para a atuação do STF em questões eleitorais e melhorar a comunicação entre as duas cortes.

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