Jornal Americano diz que Lula venceu a eleição e partiu para a "vingança" contra Flávio
Editorial do Wall Street Journal acusa Moraes de agir politicamente e diz que não está claro se o Estado de Direito vai sobreviver no Brasil.

"Espera-se que os vencedores na política sejam magnânimos com os derrotados. No Brasil, contudo, eles processam os perdedores."
É assim que o The Wall Street Journal abre o editorial sobre Flávio Bolsonaro publicado nesta quarta-feira (28).
Para um dos jornais mais influentes dos Estados Unidos, o senador derrotado por Lula no domingo (25) é alvo de vingança política.
O texto saiu no mesmo dia em que Flávio desembarcou em Miami com a mulher e as duas filhas.
O governo americano concedeu vistos à família, o que o WSJ chamou de "oferta justificável de proteção política".
Que tal receber notícias todos os dias em seu WhatsApp? Clique aqui e entre para o canal oficial da Brasil Paralelo.
"Lula escolheu o alvo", diz jornal
O jornal lembra que Flávio não foi formalmente acusado de nenhum crime. Mesmo assim, afirma que ele tem motivos para não confiar em um julgamento justo.
O argumento vem de uma fala do próprio Lula. No debate da Band, uma semana antes da eleição, o presidente disse ao adversário:
"Você se prepare, porque no dia 25, você vai perder imunidade e você vai ter problema, porque a sua vida tem muito inquérito que agora vai andar".
Para o WSJ, "Lula escolheu o alvo e prometeu encontrar o crime".
O editorial também acusa Moraes, a quem chama de aliado de Lula, de ampliar a própria jurisdição "sempre que isso atende aos seus objetivos políticos".
Segundo o jornal, a decisão de processar um parlamentar cabe ao procurador-geral da República.
Flávio é investigado em dois inquéritos no Supremo. Um apura suspeita de lavagem de dinheiro, e o outro investiga o financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. O senador nega irregularidades.
Do julgamento de Bolsonaro ao futuro do STF
O WSJ chama de tendencioso o julgamento que condenou Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe.
Destaca o voto de Luiz Fux, que apontou falta de provas, e lembra que Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, e Flávio Dino, ex-ministro do governo, votaram pela condenação.
No quarto mandato, Lula poderá indicar até quatro ministros ao Supremo. Para o jornal, caberá ao novo Senado proteger a independência do Judiciário.
O editorial termina com um alerta.
"Um demagogo vence nas urnas, toma o controle do Judiciário e prende seus inimigos. Onde as instituições são fortes, o Estado de Direito pode sobreviver. Não está claro se o Brasil conseguirá."
O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.
![[VENDA] 1,90 - 25/10](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fmkt.brasilparalelo.com.br%2Fcampanhas%2F7bec9b44-b9b8-4462-99ac-bf49b22584f5.webp&w=3840&q=75)
![[VENDA] 1,90 - 25/10](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fmkt.brasilparalelo.com.br%2Fcampanhas%2F81642417-7179-49f1-bb6b-b69200d999d2.webp&w=3840&q=75)



















