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Política•5 min de leitura

Jornal Americano diz que Lula venceu a eleição e partiu para a "vingança" contra Flávio

Editorial do Wall Street Journal acusa Moraes de agir politicamente e diz que não está claro se o Estado de Direito vai sobreviver no Brasil.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Lula aponta o dedo para Flávio Bolsonaro durante debate na TV
Fonte da imagem: —

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"Espera-se que os vencedores na política sejam magnânimos com os derrotados. No Brasil, contudo, eles processam os perdedores."

É assim que o The Wall Street Journal abre o editorial sobre Flávio Bolsonaro publicado nesta quarta-feira (28).

Para um dos jornais mais influentes dos Estados Unidos, o senador derrotado por Lula no domingo (25) é alvo de vingança política.

O texto saiu no mesmo dia em que Flávio desembarcou em Miami com a mulher e as duas filhas.

O governo americano concedeu vistos à família, o que o WSJ chamou de "oferta justificável de proteção política".

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"Lula escolheu o alvo", diz jornal

O jornal lembra que Flávio não foi formalmente acusado de nenhum crime. Mesmo assim, afirma que ele tem motivos para não confiar em um julgamento justo.

O argumento vem de uma fala do próprio Lula. No debate da Band, uma semana antes da eleição, o presidente disse ao adversário:

"Você se prepare, porque no dia 25, você vai perder imunidade e você vai ter problema, porque a sua vida tem muito inquérito que agora vai andar".

Para o WSJ, "Lula escolheu o alvo e prometeu encontrar o crime".

O editorial também acusa Moraes, a quem chama de aliado de Lula, de ampliar a própria jurisdição "sempre que isso atende aos seus objetivos políticos".

Segundo o jornal, a decisão de processar um parlamentar cabe ao procurador-geral da República.

Flávio é investigado em dois inquéritos no Supremo. Um apura suspeita de lavagem de dinheiro, e o outro investiga o financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. O senador nega irregularidades.

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Do julgamento de Bolsonaro ao futuro do STF

O WSJ chama de tendencioso o julgamento que condenou Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe.

Destaca o voto de Luiz Fux, que apontou falta de provas, e lembra que Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, e Flávio Dino, ex-ministro do governo, votaram pela condenação.

No quarto mandato, Lula poderá indicar até quatro ministros ao Supremo. Para o jornal, caberá ao novo Senado proteger a independência do Judiciário.

O editorial termina com um alerta.

"Um demagogo vence nas urnas, toma o controle do Judiciário e prende seus inimigos. Onde as instituições são fortes, o Estado de Direito pode sobreviver. Não está claro se o Brasil conseguirá."

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