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Política•5 min de leitura

Polícia Federal intima Flávio Bolsonaro a entregar o passaporte

Senador afirma que a decisão foi tomada por Alexandre de Moraes com base em uma entrevista de Eduardo Bolsonaro.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Senador Flávio Bolsonaro
Fonte da imagem: Agência Brasil

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21h
56m
01s

Um dia após ser derrotado por Lula nas eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro foi intimado a entregar seu passaporte.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador afirmou que foi abordado na rua depois de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro:

“A Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e no meio da rua eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão do Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição”.

O senador afirmou que a apreensão do passaporte se baseou em uma decisão tomada por Alexandre de Moraes ainda no domingo (25).

A decisão se baseou em uma fala de Eduardo Bolsonaro durante uma entrevista, na qual recomendou que seu irmão deixasse o país em caso de derrota:

“Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza”.

Flávio disse que vai entregar os documentos e que trabalhará para organizar a oposição nos próximos anos.

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Os dois inquéritos

O senador está sendo investigado em dois inquéritos. O primeiro está nas mãos de Alexandre de Moraes.

Flávio é suspeito de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de aposta juntamente com o advogado Willer Tomaz.

Na sexta-feira (23), Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores ligados a Willer.

Além disso, ordenou a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e cambial e a suspensão das atividades de empresas ligadas a ele.

Segundo a PF, Flávio aparecia como usuário com acesso privilegiado, identificado como “master”, em uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, ligada ao advogado.

A defesa de Willer afirma que a investigação é uma “devassa indiscriminada” de sua vida e que o bloqueio é desproporcional.

Os advogados negam que Flávio tivesse poderes para movimentar a conta da Alcazar e dizem que os dois são apenas amigos.

O segundo inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, apura o financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

A PF investiga a participação de Flávio na busca de recursos junto a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Segundo os investigadores, mensagens e áudios indicam que o senador participou das negociações. Na semana passada, a PF pediu mais 90 dias para concluir a investigação.

Flávio nega irregularidades nos dois casos. Ele afirma que sua relação com Willer é exclusivamente pessoal e que os recursos negociados para o filme eram privados.

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