Aliados de Flávio falam em prisão de ministros do STF
Se Flávio poupou nomes, Nikolas Ferreira e Silas Malafaia foram diretos. Nikolas afirmou que o destino de Alexandre de Moraes não deve ser apenas o impeachment, mas a "cadeia".
Malafaia, por sua vez, subiu o tom contra Dias Toffoli e Moraes, citando suspeitas de corrupção e contratos milionários envolvendo o Banco Master, afirmando que ambos "não têm moral para julgar ninguém".
A defesa da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro foi um dos pontos centrais. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, declarou que seu "primeiro ato", caso eleito presidente, será conceder anistia plena.
O tema é visto como o "primeiro passo" para a libertação dos presos, com foco na derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria.
A presença de Romeu Zema (Novo) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB) ao lado de Flávio e Caiado mostrou uma união pouco comum de diferentes partidos da direita no mesmo palanque.
Zema reforçou que "ninguém no Brasil é intocável", em referência à Corte, enquanto Nunes exaltou o senador Flávio como o líder do time que entrará em campo "para ganhar de lavada" em 2026.
Quantas pessoas estiveram no ato?
De acordo com o Monitor do Debate Político da USP estimou a presença de 20,4 mil pessoas na Paulista, enquanto o portal Poder 360 calculou 22,8 mil manifestantes.
A conexão com a geopolítica global não ficou de fora. A deputada Bia Kicis (PL-DF) comparou a mobilização brasileira ao "despertar" mundial, citando o fim do regime de Ali Khamenei no Irã como um exemplo de que sistemas opressores podem ruir.
De fora do país, Eduardo Bolsonaro participou por vídeo, reafirmando que o único caminho para a liberdade é uma bancada forte no Senado e a eleição de Flávio à Presidência