Aiatolá Khamenei foi alvo direto de operação para eliminar a cúpula do regime. Presidente Pezeshkian também estava na mira.

Após os ataques massivos deste sábado (28), o paradeiro do aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, permanece sob sigilo absoluto.
Um oficial israelense confirmou que a "Operação Leão Rugidor" teve como um dos principais objetivos a eliminação física do Líder Supremo
Contudo, informações da agência Reuters indicam que Khamenei foi transferido para um local seguro fora de Teerã momentos antes das primeiras explosões
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também foi um dos alvos iniciais da ofensiva, mas mídias locais informaram que ele escapou sem ferimentos.
Governante absoluto desde 1989, Khamenei transformou-se de prisioneiro político torturado pela polícia secreta da monarquia em comandante-chefe das Forças Armadas e autoridade máxima do judiciário. Sua trajetória é marcada por:
A crise atual é a mais grave dos 36 anos de governo de Khamenei. Benjamin Netanyahu afirmou que atacar o Líder Supremo seria o caminho para encerrar, e não intensificar, o conflito, descrevendo o regime como uma força que "aterroriza o Oriente Médio há meio século".
Nos bastidores, a possível ascensão de seu filho, Mojtaba Khamenei, gera controvérsia por sinalizar uma "monarquia clerical" que violaria os princípios da Revolução de 1979.
Com o programa nuclear sob ataque e os líderes na mira de mísseis, o governo iraniano corre o risco de desmoronar se perder seu único e principal comandante.
Esse é mais um episódio de uma disputa que vem de anos e envolve também outros países do Oriente Médio. Pela complexidade do assunto, muitas pessoas acabam não indo muito além da manchete para entender o tema.
O documentário From the River to the Sea é um convite a ir além. Ouvindo pessoas que vivem diariamente as guerras no país, ele investiga o conflito na região e o papel do Irã e de Israel neles.
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