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Política•5 min de leitura

Fazenda aponta R$ 5 bilhões em apostas de amigo de Flávio Bolsonaro

Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, que nega irregularidades.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Imagem de capa da matéria sobre o advogado Willer Tomaz
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A Polícia Federal investiga se o advogado Willer Tomaz usou apostas online para esconder a origem de dinheiro.

Segundo o Ministério da Fazenda, Willer movimentou cerca de R$5 bilhões em apostas em 2025, o maior volume registrado entre apostadores brasileiros naquele ano.

O documento aponta movimentações que chamaram a atenção das autoridades.

Em 30 de outubro, o advogado teria depositado R$7 milhões na plataforma Blaze. No dia seguinte, retirou R$6 milhões em apenas 18 minutos.

De onde vieram os R$5 bilhões?

O valor não significa que Willer tenha depositado todo esse dinheiro. Parte das apostas foi feita com prêmios recebidos em jogos anteriores. Assim, o mesmo dinheiro podia ser usado várias vezes e aumentar o valor total registrado.

Segundo a Fazenda, os depósitos somaram aproximadamente R$258 milhões e os saques chegaram a R$200 milhões em 2025.

A PF investiga se as operações foram apostas reais ou se podem ter servido para esconder dinheiro de origem ilegal.

O Ministério da Fazenda também questiona a fiscalização da Blaze. Mesmo com movimentações tão altas, a plataforma considerava Willer um cliente de risco médio.

Segundo os técnicos, a empresa deveria ter acompanhado essas operações com mais rigor.

A Blaze nega irregularidades e afirma que segue as regras de prevenção à lavagem de dinheiro.

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Qual é a ligação de Willer com Flávio Bolsonaro?

Willer é amigo de Flávio Bolsonaro e aparece em uma investigação que também examina possíveis vínculos financeiros entre os dois.

Segundo a Polícia Federal, Flávio estava cadastrado como usuário com acesso especial a uma conta bancária vinculada a uma empresa ligada ao advogado.

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

A campanha de Flávio contesta que ele seja formalmente investigado e nega irregularidades.

Willer afirma que seu dinheiro tem origem legal e foi declarado à Receita Federal. O advogado também questiona a divulgação de informações sigilosas durante as eleições.

As suspeitas continuam sob investigação e não representam uma condenação judicial.

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