A campanha está sendo financiada por George Soros e recebe apoio de extremistas islâmicos.

Os nova-iorquinos se preparam para ir às urnas nesta terça-feira (4). Pela primeira vez, há uma grande chance de elegerem um muçulmano como prefeito.
Zohran Mamdani conta com 46,6% das intenções de voto, bem à frente do ex-governador Anthony Cuomo, que aparece com 30,1%, segundo a RealClear Polling.
Cuomo tenta se eleger como independente. Ele deixou o partido democrata após ter sido derrotado nas primárias da sigla por Mamdani em junho.
O terceiro candidato é o republicano Curtis Sliwa, que recebeu apenas 16,5% das intenções de voto na pesquisa.
Muçulmano praticante, o candidato se descreve como socialista e tem ganhado apoio especialmente entre os jovens, minorias e eleitores da classe média urbana.
Filho de uma diretora de cinema e um professor na universidade de Columbia, ambos indianos, Mamdani nasceu em Kampala, Uganda.
Sua família se mudou para os Estados Unidos quando ele tinha apenas sete anos de idade, antes disso eles haviam passado um período na África do Sul.
Mamdani atuou como conselheiro habitacional antes de entrar para a política, ajudando famílias pobres a evitarem despejos no Queens.
O candidato também criou um grupo de defesa da Palestina enquanto se formava em estudos africanos pela Universidade de Bowdoin. A pauta foi uma das principais bandeiras que o impulsionam.
Isso fez com que parte da comunidade judaica se dividisse sobre seu nome, mais de 1.000 rabinos progressistas assinaram uma carta condenando sua postura com relação a Israel.
Apesar disso, uma pesquisa feita pela Fox aponta que 38% dos judeus devem votar em Mamdani, contra 42% que devem apoiar Cuomo.
Suas principais propostas incluem medidas de caráter social, como por exemplo:
As ideias são vistas com desconfiança por parte do establishment político, inclusive dentro do próprio Partido Democrata.
Andrew Cuomo alertou que a eleição de Mamdani pode causar graves problemas para a cidade de Nova Iorque:
“Nova York será uma economia socialista se Mamdani vencer. A cidade não sobreviverá a isso como a conhecemos, e não se recuperará por muito tempo.”
Ele também destacou que o Partido Democrata está dividido entre uma ala moderada e os mais à esquerda durante entrevista para a Fox News:
“A verdade é que há uma guerra civil silenciosa acontecendo no Partido Democrata. Existe uma esquerda extrema. Bernie Sanders, Alexandria Ocasio-Cortez. Mamdani é apenas o porta-estandarte desse movimento contra os democratas moderados.”
O senador Bernie Sanders, um dos nomes mais à esquerda do partido, tem apoiado a campanha e participado de comícios e eventos de apoio.
Sanders chegou a destacar que a vitória de Mamdani poderá ter impactos importantes para o país:
"Esta é uma eleição que terá repercussão nacional", disse à Folha de São Paulo.
A divisão do partido também chega a nomes importantes. O ex-presidente Bill Clinton declarou seu apoio a Andrew Cuomo.
Apesar de manter sua postura de não se posicionar publicamente, Barack Obama conversou com Mamdani no sábado e disse acompanhar a campanha de perto.
A campanha de Mamdani levantou mais de US$7 milhões com pequenos doadores e mobilizou cerca de 90 mil voluntários, com forte presença digital e apoio de celebridades.
O candidato é apoiado por uma rede de organizações ligadas ao bilionário movimentos socialistas e grupos islâmicos com histórico de ligações polêmicas.
Uma investigação da Fox News Digital revelou que mais de 100 grupos estão por trás da estrutura que impulsiona Mamdani.
A Open Society Foundations, organização de Geroge Soros, injetou quase US$2,5 milhões nos grupos MPower Change e Emgage.
Ambas as organizações estão ligadas à ativista Linda Sarsour, uma das principais articuladoras da carreira de Mamdani.
Diversos clérigos ligados a Mamdani têm histórico polêmico. O imã Siraj Wahhaj, por exemplo, foi testemunha de defesa de um dos condenados pelo atentado de 1993 ao World Trade Center.
Wahhaj também tem um histórico de declarações defendendo o uso da política como instrumento para a imposição da sharia nos Estados Unidos.
Mamdani chegou a comentar em sua conta no X que o religioso era um dos maiores líderes muçulmanos no país.
Outro apoiador é o imã Muhammad Al-Barr, que recentemente orou pela "aniquilação" de Israel, e Talib Abdur-Rashid, que já defendeu grupos considerados terroristas pelos EUA, como a Jihad Islâmica Palestina.
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