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Projeto que determina o ensino do feminismo nas escolas avança no Senado

A lei prevê que matérias como ciências e matemáticas sejam ensinadas aos alunos sob a ótica feminista. Projeto agora seguirá para a Comissão de Educação da Casa

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Bandeira do feminismo
Fonte da imagem: Freepick

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Os temas que são ensinados nas escolas entram em debate no Congresso Nacional mais uma vez. Um projeto da deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) que torna obrigatório o ensino do feminismo nas escolas foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH). 

O texto acrescenta à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 3.394/96) a obrigatoriedade de ensinar a crianças e adolescentes as perspectivas feministas na ciência, história, língua portuguesa e sociologia. 

A lei de 1996 determina quais assuntos são de ensino obrigatório em todas as escolas públicas e particulares do Brasil. 

O assunto vem à tona após a divulgação de novos dados do PISA, avaliação responsável por medir o desempenho dos estudantes de diferentes países do mundo

A estatística mostra o baixo desempenho dos alunos brasileiros em comparação com alunos de outros 78 países. Henrique Simplício, comentou sobre o assunto em sua coluna publicada no início de junho no portal Brasil Paralelo.

Simplício é autor de livros de pedagogia e afirma que há um desdém sobre a situação da educação no Brasil. O Doutor em neurociência expôs dados da última edição do PISA que avaliou quase 11 mil estudantes brasileiros. Os números mostram que a maioria dos estudantes não consegue ultrapassar o nível 2 dos 6 níveis de proficiência na avaliação da capacidade dos alunos em resolver problemas descontextualizados, interpretar textos, gráficos e tabelas. 

Outro ponto avaliado pelo teste da OCDE é se os estudantes conseguem se comunicar de forma adequada. O dado mais alarmante é o resultado na proficiência em matemática. Mais de 70% dos brasileiros avaliados não conseguiram ultrapassar o nível 2 na prova. 

Diante dos resultados, por que acrescentar mais um tema a um sistema de ensino que não está funcionando pode ser um caminho adequado para melhorar a qualidade da educação? 

Pátria Educadora

Especialistas entrevistados pelo documentário Original da Brasil Paralelo, Pátria Educadora, apresentam falhas graves na elaboração da Base Nacional Comum Curricular, que tinha a ideia de criar uma referência do que deveria ser ensinado no ensino básico no Brasil, assim elevando a qualidade da educação. Assista abaixo o trailer da produção, disponível apenas para membros na plataforma da Brasil Paralelo. 

A BNCC revela um dos grandes problemas apresentados na série. O Governo, do lema “Pátria Educadora”, seguiu o mesmo caminho que não tem dado bons resultados. Acrescentar mais um tema a algo que já está dando errado, pode não ser o melhor caminho. 

Mesmo com vários especialistas alertando que o problema vai além disso, o Estado segue adotando a mesma estratégia. 

Com relação ao projeto de Tábata Amaral, que acontece agora? 

Seguindo o regimento interno do Congresso Nacional, o projeto precisa ser analisado pela Comissão de Educação do Senado. Se aprovado, seguirá para o presidente da República, que poderá confirmar a decisão do congresso ou rejeitá-la.

Até o fechamento desta reportagem, não foram encontradas informações sobre prazos para a apreciação do texto pela referida comissão.

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