Ministro afirma que nenhum candidato será prejudicado e que a investigação já está em curso.

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o Enem 2025 está mantido, apesar da anulação de três questões após a divulgação de uma videoaula com itens semelhantes aos aplicados na prova.
O anúncio foi feito em um vídeo publicado no Instagram. De acordo com o ministro, o Enem é um patrimônio nacional e está acima de disputas políticas.
Ele destacou que quase 5 milhões de estudantes participaram desta edição. O Inep tomou uma decisão técnica ao anular as questões, com o objetivo de garantir isonomia.
“Nenhum participante será prejudicado”, afirmou Camilo.
O ministério informou que a Polícia Federal foi acionada e que os gabaritos já foram publicados. O resultado final será divulgado em janeiro de 2026.
A decisão veio após a circulação, em redes sociais, de uma live apresentada pelo estudante de medicina Edcley Teixeira, de Sobral (CE), que oferece mentoria para candidatos do Enem.
Cinco dias antes do exame, ele apresentou em seu canal no YouTube questões quase idênticas às aplicadas no segundo dia da prova.
O Inep afirma que:
O Instituto apontou ainda que os itens exibidos na live possivelmente vieram do Prêmio CAPES Talento Universitário, usado como pré-teste para calibrar o Enem.
Teixeira afirmou que:
Ele afirma que os estudantes eram incentivados a participar do prêmio para memorizar itens. A CAPES proíbe celulares e retirada de cadernos, mas não exige termo de sigilo.
Teixeira também disse que:
O Inep, entretanto, não confirmou ligação direta entre o Enem e o Prêmio CAPES.
Camilo Santana classificou o episódio como “um caso de polícia”. O ministério reforça que o Enem utiliza a Teoria de Resposta ao Item, que exige pré-testes para calibrar questões.
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.