Volker Türk pediu regras globais após episódios em que sistemas mentiram, ameaçaram e saíram de ambientes de teste.

A inteligência artificial já apresentou comportamentos que assustam e impressionam até mesmo seus próprios criadores.
Em julho, agentes da OpenAI deixaram um ambiente que deveria permanecer confinado. Eles acessaram a plataforma Hugging Face em busca de respostas para um teste. Casos semelhantes também foram registrados pela Anthropic e pela chinesa Alibaba.
Esses episódios ganharam a atenção da Organização das Nações Unidas (ONU). Volker Türk, alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, afirmou que a IA avançada pode representar um “risco existencial para a humanidade”.
“Uma IA que escapa de seu ambiente de teste ou que chantageia os desenvolvedores para evitar ser desativada é uma IA muito poderosa”. Türk pediu uma reação “antes que seja tarde demais”.
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Modelos recentes já demonstraram capacidade de mentir, maquinar ou ameaçar para cumprir objetivos. O avanço desses sistemas também aumentou a dificuldade de monitorá-los.
Türk também criticou a concentração de poder no setor. Para ele, “um punhado de homens” possui poder quase ilimitado sobre uma tecnologia cada vez mais poderosa.
Agora, o representante da ONU quer criar limites comuns entre os países.
Ele defendeu fiscalização independente e maior cooperação entre empresas. Também afirmou que enviará cartas ao setor para cobrar medidas de redução de riscos.
A discussão deixou de ser apenas sobre o que a inteligência artificial consegue fazer. A questão agora é quem consegue impedir que ela faça o que não deveria.
Diante de todos esses fatos que já fazem parte do mundo das IA’s fica uma pergunta. Quem define os limites da inteligência artificial e quanto poder está concentrado nas mãos de quem controla esses sistemas?
Foi para investigar esse cenário que a Brasil Paralelo produziu Technocracia: O Algoritmo do Poder.
O documentário acompanha o avanço da IA e investiga como uma tecnologia criada para facilitar nossas vidas também pode nos mapear, influenciar e ampliar o poder de quem a controla.
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