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Mundo•5 min de leitura

Netanyahu acusa partidos árabes de fraude nas eleições israelenses

Votação levou a um crescimento das siglas árabes e pode levar à queda do primeiro-ministro.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Benjamin Netanyahu discursa no gabinete do primeiro-ministro de Israel
Fonte da imagem: Reprodução

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22h
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Um dia após os israelenses irem para as urnas na primeira eleição nacional desde o atentado de 7 de outubro, o primeiro-ministro do país fala em fraude eleitoral.

Netanyahu fez uma publicação em sua conta no X acusando os partidos árabes de comprarem votos e intimidarem membros das seções eleitorais.

Ele informou que entrou com o pedido para a Justiça eleitoral e o serviço de segurança interna, Shin Bet, investigarem o caso:

“O Partido Likud está enviando à polícia, ao Shin Bet e ao Comitê Central Eleitoral centenas de testemunhos e evidências de roubo de eleições em muitas seções eleitorais árabes — milhares de envelopes com dinheiro em espécie e votos da Ra'am, ameaças e violência contra membros das seções eleitorais, múltiplos eleitores atrás do biombo, votações em dupla identidade, discrepâncias entre o número de envelopes e o número de eleitores, uso de softwares de mobilização proibidos e mais.”

Além de falar da possibilidade de esses crimes terem acontecido, Netanyahu também acusou os partidos árabes de apoiarem o terrorismo e cometerem ilegalidades:

“As eleições no Estado de Israel foram roubadas por partidos árabes que apoiam o terrorismo e a eliminação do Estado judaico por meio de crimes penais graves de suborno, ameaças, violência, falsificações e uso de softwares proibidos para mobilização de eleitores.”

  • Entenda o conflito entre árabes e israelenses com o documentário From The River To The Sea. Assista completo abaixo:

Quais os resultados das eleições?

Com 85% dos votos apurados, a coligação governista conseguiu 53 cadeiras no parlamento. Para governar, são necessárias ao menos 61.

Enquanto isso, a oposição liderada pelo ex-comandante das Forças Armadas, Gadi Eisenkot, conseguiu 45 cadeiras.

A eleição foi marcada pelo crescimento dos partidos árabes, que somaram 17 cadeiras.

Yussef Jabareen, líder da Lista Unificada, que reúne três siglas árabes, ofereceu seu apoio à oposição:

“Quem quiser oferecer uma alternativa real e autêntica ao governo de Netanyahu, cujas mãos estão manchadas de sangue, deve nos procurar e abrir caminho para a mudança”.

No entanto, Netanyahu e Eisenkot afirmam que não vão governar com partidos árabes, que representam cerca de um quinto da população.

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O fim de uma era?

Caso o Likud seja derrotado por uma aliança da oposição, o país voltará a ter um governo sem o primeiro-ministro que mais tempo ficou no cargo em sua história.

Netanyahu chegou ao poder pela primeira vez em 1996 e deixou o cargo em 1999. Voltou em 2009 e ficou até 2021, quando foi derrotado por uma coalizão de partidos com visões diferentes, unidos sobretudo pela oposição a ele. O governo não se sustentou, e Netanyahu retornou ao poder no fim de 2022.

Conheça a trajetória de Netanyahu com o especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo:

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