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Turquia é o novo grande inimigo de Israel? Entenda a tensão que está crescendo no Oriente Médio

Países disputam pelo futuro da Síria e podem mudar o equilíbrio de forças na região.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Turquia pode se tornar o próximo grande inimigo de Israel
Fonte da imagem: Serviço de Imprensa da Presidência Turca

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Enquanto o regime do Irã continua em guerra com os EUA, a atenção do governo israelense parece se voltar para outro país, a Turquia

Às vésperas das eleições israelenses, que acontecerão no dia 27 de outubro, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu está trocando farpas com o governo turco

Esta semana, ele chegou a chamar o presidente do país muçulmano, Recep Tayip Erdogan de “tirano antissemita”. 

No poder desde 2003, Erdogan tem sido acusado de avançar contra a democracia e o Estado laico em seu país, principalmente depois de sofrer uma tentativa de golpe de Estado em 2016. 

O presidente não esconde sua aversão a Israel, ele chegou a pedir uma aliança islâmica para acabar com israel há dois anos

"O único passo que vai parar a arrogância israelense, o banditismo israelense e o terrorismo de Estado israelense é a aliança de países islâmicos”, afirmou na época.

Porém a escalada entre os dois países aumentou nas últimas semanas, principalmente por conta da relação com a Síria.

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Questão na Síria alimenta rivalidade

Caças israelenses bombardearam a base aérea de Abu al-Dahar, no Norte do país. A justificativa para a operação foi evitar o envio de tropas, drones e sistemas de defesa aérea turcos para o local.

Segundo o governo de Israel, uma presença turca na região acabaria sua liberdade de ação no espaço aéreo sírio e mudaria o equilíbrio próximo às suas fronteiras

Netanyahu afirmou que Israel "não tolerará" uma presença militar turca na Síria que represente ameaça ao país.

Já governo de Ancara classificou a posição israelense como "insustentável" e acusou Netanyahu de adotar políticas expansionistas e desestabilizadoras na região

Também afirmou que continuará cooperando com o governo sírio em busca de paz, estabilidade e prosperidade.

Grande parte da disputa gira em torno do futuro da Síria. Após a queda de Assad, a Turquia virou um dos principais apoiadores do novo governo sírio.

Já Israel mantém operações na Síria para impedir o fortalecimento de grupos considerados ameaças à sua segurança.

Além disso, o país ocupa uma zona de segurança no sul do território sírio desde a queda do antigo regime.

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A rivalidade vai além da Síria

A disputa entre Turquia e Israel também envolve influência política, energia e infraestrutura no Mediterrâneo.

Israel ampliou sua cooperação estratégica com Grécia e Chipre, países que mantêm antigas disputas territoriais com a Turquia. 

Nesta semana, israelenses e gregos assinaram um acordo de defesa avaliado em cerca de 3 bilhões de euros.

Pelo acordo, Israel fornecerá à Grécia um sistema de defesa aérea em múltiplas camadas, incluindo equipamentos como David's Sling, SPYDER, BARAK MX e radares de vigilância aérea. 

O governo israelense classificou o contrato como o maior já firmado entre os dois países na área de defesa.

Apesar do aumento das tensões, um confronto militar direto entre Turquia e Israel continua improvável.

Os dois países possuem forças armadas relevantes, mantêm relações com os Estados Unidos e sabem que um conflito aberto teria elevado custo político e militar.

Por isso, a tendência é que a rivalidade continue sendo travada por meio de alianças estratégicas e pressão diplomática.

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