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Presidente da Colômbia fala em abrir embaixada em Jerusalém e fechar representação em países socialistas

Nicarágua e Cuba devem ser os principais alvos dos cortes anunciados por Espriella.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Abelardo de la Espriella disse que vai tirar a embaixada da Nicarágua e Cuba e vai reconhecer Jesrusalem
Fonte da imagem: Reprodução

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Enquanto se prepara para assumir a presidência da Colômbia no dia 7 de agosto, o conservador Abelardo de La Espriella falou sobre a posição internacional de seu governo.

Ele prometeu que “no meu governo, não haverá laços com tiranias, em referência aos regimes autoritários da região.

Os principais alvos dessa fala foram Cuba e Nicarágua, apesar dele falar em fechar 15 consulados e 14 embaixadas

Na semana passada, o ditador nicaraguense Daniel Ortega anunciou o fim das eleições em seu país.

No poder desde 2007, afirmou que os partidos de oposição são patrocinados pelos EUA e defendem a ditadura

  • A Brasil Paralelo investigou como a democracia morreu nas mãos de quem jurou protegê-la com o documentário Nicarágua: Liberdade Exilada. Assista abaixo:

Colômbia poderá abrir embaixada em Jerusalém

Apesar de Espriella falar em um corte na presença internacional da Colômbia, ele também prometeu abrir uma nova representação em Israel.

Essa postura é radicalmente diferente da gestão anterior, que protagonizou críticas e embates com Israel.

O objetivo é reconhecer Jerusalém como a capital do país, uma questão envolta em polêmica e disputa.

O planejamento original da ONU, de 1947, queria que a cidade fosse governada por um administração internacional, já que é importante para o cristianismo, islamismo e judaísmo.

No entanto, ela foi dividida entre Israel e Jordânia na guerra de independência, que acabou dois anos depois.

Com a Guerra dos Seis Dias em 1967, Israel ocupou a cidade inteira, sendo que a metade ocidental abriga principalmente a população israelense e na oriental há mais palestinos.

Diversos grupos ligados a setores da direita isralenesnse querem que a cidade seja reconhecida como capital.

Em 1980 o Estado israelense afirmou oficialmente que Jerusalém é a capital do país de acordo com a lei

Eles afirmam que isso seria uma forma de manter o legado histórico do reino de Jerusalém, que teve a cidade como capital.

No entanto, grupos palestinos criticam a ideia e afirmam que a cidade também pertence à comunidade.

Alguns até querem que ela seja a capital de um eventual Estado palestino independente.

Entenda melhor a disputa entre Israel e Palestina com o documentário From the River to the Sea. Assista completo abaixo:

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