Quem vai ganhar em Israel? Veja o que dizem as pesquisas
A disputa pode acabar com o fim do governo de Netanyahu pelos próximos anos.

Nesta terça-feira (27), Israel vai às urnas nas primeiras eleições nacionais desde o atentado de 7 de outubro de 2023.
As pesquisas apontam um empate técnico entre o bloco do Likud, partido de Netanyahu, e a oposição liderada pelo Yashar, partido de centro do ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Gadi Eisenkot.
As principais pesquisas colocam o Yashar à frente do Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Os levantamentos da reta final, porém, indicam que nenhum dos lados deve conseguir maioria sozinho.
Na pesquisa do Canal 12, divulgada na sexta-feira (23), o partido de Eisenkot teria 23 cadeiras, contra 21 do Likud.
A aliança B’Yachad, do ex-primeiro-ministro Naftali Bennett e de Yair Lapid, aparece com 15 cadeiras, e o partido Democratas teria 10.
O Canal 13 projeta 54 cadeiras para a oposição, 50 para o governo e 16 para os partidos árabes. A Kan 11 também aponta um cenário sem maioria para nenhum grupo.
Para governar, é preciso o apoio de pelo menos 61 dos 120 deputados. Pelo Canal 12, os principais partidos de oposição somariam 56 cadeiras, e a coalizão de Netanyahu, 50. Outras 14 ficariam com partidos de maioria árabe.
Netanyahu e Eisenkot afirmam que não vão governar com partidos árabes, que representam cerca de um quinto da população. Sem eles, a oposição dificilmente chega às 61 cadeiras.
Em 1992, Yitzhak Rabin formou maioria com o apoio externo de cinco deputados árabes, sem levá-los para o governo.
Se nenhum lado conseguir maioria, Israel pode ir a uma nova eleição, ou Netanyahu pode continuar no cargo à frente de um governo provisório.
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Quem será o próximo primeiro-ministro?
Em Israel, os eleitores não escolhem diretamente o primeiro-ministro, e sim os partidos que vão ocupar o Parlamento.
Depois da votação, o presidente do país consulta as legendas e escolhe um deputado para tentar formar o governo. Esse político precisa reunir apoio suficiente para garantir a maioria.
Por isso, Eisenkot pode ter a maior bancada e, mesmo assim, não se tornar primeiro-ministro. Netanyahu também dependerá de acordos para continuar no poder.
As pesquisas também podem errar. Partidos perto da cláusula de barreira, de 3,25% dos votos, podem mudar a conta.
O nome do próximo primeiro-ministro pode sair só depois de dias de negociação, mesmo após o resultado oficial.
O fim de uma era?
Caso o Likud seja derrotado, o país voltará a ter um governo sem o primeiro-ministro que mais tempo ficou no cargo em sua história.
Netanyahu chegou ao poder pela primeira vez em 1996 e deixou o cargo em 1999. Voltou em 2009 e ficou até 2021, quando foi derrotado por uma coalizão de partidos com visões diferentes, unidos sobretudo pela oposição a ele. O governo não se sustentou, e Netanyahu retornou ao poder no fim de 2022.
Conheça a trajetória de Netanyahu com o especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo:
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