Israel vota pela primeira vez desde ataque do Hamas e decide futuro de Netanyahu
Cerca de 7,3 milhões de eleitores escolhem o novo Parlamento após três anos de Guerra. Oposição é liderada por ex-chefe do Exército israelense.

Israel voltou às urnas nesta terça-feira (27) pela primeira vez desde os ataques terroristas do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que deram início a uma série de conflitos no Oriente Médio.
Cerca de 7,3 milhões de israelenses estão aptos a votar em uma eleição que poderá definir a permanência de Benjamin Netanyahu no cargo de primeiro-ministro.
O país chega à votação após enfrentar guerras em Gaza, no Líbano e contra o Irã.
Além da segurança, o custo de vida e o serviço militar obrigatório estão entre os principais assuntos da campanha.
Até o meio-dia, no horário local, 31,5% dos eleitores haviam votado, segundo o Comitê Central Eleitoral. O índice representa a maior participação registrada nesse horário desde 1977.
A Brasil Paralelo levou suas câmeras para o Oriente Médio e filmou um documentário que explica a guerra para além das narrativas ocidentais. Assista ao filme completo abaixo:
Netanyahu enfrenta ex-chefe do Exército israelense
O primeiro-ministro tenta permanecer no poder à frente do Likud, partido conservador que governa em aliança com legendas religiosas e de direita.
Netanyahu apresenta as operações militares contra Hamas, Hezbollah e Irã como parte de sua atuação para garantir a segurança de Israel.
Seu principal adversário é Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel e líder do partido Yashar.
Eisenkot integrou o gabinete de guerra de Netanyahu, mas deixou o grupo em 2024 após divergências sobre a condução do conflito.
O opositor defende a criação de uma comissão estatal para investigar as falhas de segurança que antecederam os ataques de 2023.
Outro ponto de disputa envolve o alistamento militar de judeus ultraortodoxos.
Partidos religiosos aliados de Netanyahu defendem regras específicas para estudantes de seminários, enquanto Eisenkot propõe ampliar o recrutamento.
Nenhum dos blocos tem maioria garantida no Parlamento
Em Israel, os eleitores não escolhem diretamente o primeiro-ministro.
A votação define os 120 integrantes do Knesset, o Parlamento israelense. Para formar governo, é necessário reunir o apoio de pelo menos 61 deputados.
As pesquisas divulgadas antes da eleição apresentaram resultados diferentes.
Um levantamento da i24NEWS apontou 26 cadeiras para o Likud e 21 para o Yashar. Já uma pesquisa do Times of Israel indicou 23 para o partido de Eisenkot e 21 para o de Netanyahu.
Em ambos os cenários, a formação de uma maioria depende de negociações com outras legendas.
Partidos ultraortodoxos e representantes da população árabe poderão ter papel importante nessas conversas.
As urnas serão fechadas às 22h, no horário israelense. As primeiras projeções serão divulgadas após o encerramento, mas a definição do próximo governo poderá depender de acordos posteriores entre os partidos.
Entenda as motivações por trás da guerra no Oriente Médio
A guerra no oriente médio não se limita aos campos de batalha, ela também se desenrola no terreno das narrativas.
Buscando entender o que está por trás dessa guerra, a Brasil Paralelo decidiu ir ao Oriente Médio e ouvir diretamente as pessoas que estão envolvidas.
O resultado dessa investigação é o documentário From the River to the Sea. A produção oferece uma visão ampla, humana e direta do que está em jogo no conflito.
Entenda, pela voz dos próprios envolvidos, o que realmente está acontecendo na região.
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