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Política•5 min de leitura

Israel vota pela primeira vez desde ataque do Hamas e decide futuro de Netanyahu

Cerca de 7,3 milhões de eleitores escolhem o novo Parlamento após três anos de Guerra. Oposição é liderada por ex-chefe do Exército israelense.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Benjamin Netanyahu deposita o voto em urna em Israel
Fonte da imagem: Times of Israel

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Israel voltou às urnas nesta terça-feira (27) pela primeira vez desde os ataques terroristas do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que deram início a uma série de conflitos no Oriente Médio.

Cerca de 7,3 milhões de israelenses estão aptos a votar em uma eleição que poderá definir a permanência de Benjamin Netanyahu no cargo de primeiro-ministro.

O país chega à votação após enfrentar guerras em Gaza, no Líbano e contra o Irã.

Além da segurança, o custo de vida e o serviço militar obrigatório estão entre os principais assuntos da campanha.

Até o meio-dia, no horário local, 31,5% dos eleitores haviam votado, segundo o Comitê Central Eleitoral. O índice representa a maior participação registrada nesse horário desde 1977.

  • A Brasil Paralelo levou suas câmeras para o Oriente Médio e filmou um documentário que explica a guerra para além das narrativas ocidentais. Assista ao filme completo abaixo:

Netanyahu enfrenta ex-chefe do Exército israelense

O primeiro-ministro tenta permanecer no poder à frente do Likud, partido conservador que governa em aliança com legendas religiosas e de direita.

Netanyahu apresenta as operações militares contra Hamas, Hezbollah e Irã como parte de sua atuação para garantir a segurança de Israel.

Seu principal adversário é Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel e líder do partido Yashar.

Eisenkot integrou o gabinete de guerra de Netanyahu, mas deixou o grupo em 2024 após divergências sobre a condução do conflito.

O opositor defende a criação de uma comissão estatal para investigar as falhas de segurança que antecederam os ataques de 2023.

Outro ponto de disputa envolve o alistamento militar de judeus ultraortodoxos.

Partidos religiosos aliados de Netanyahu defendem regras específicas para estudantes de seminários, enquanto Eisenkot propõe ampliar o recrutamento.

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Nenhum dos blocos tem maioria garantida no Parlamento

Em Israel, os eleitores não escolhem diretamente o primeiro-ministro.

A votação define os 120 integrantes do Knesset, o Parlamento israelense. Para formar governo, é necessário reunir o apoio de pelo menos 61 deputados.

As pesquisas divulgadas antes da eleição apresentaram resultados diferentes.

Um levantamento da i24NEWS apontou 26 cadeiras para o Likud e 21 para o Yashar. Já uma pesquisa do Times of Israel indicou 23 para o partido de Eisenkot e 21 para o de Netanyahu.

Em ambos os cenários, a formação de uma maioria depende de negociações com outras legendas.

Partidos ultraortodoxos e representantes da população árabe poderão ter papel importante nessas conversas.

As urnas serão fechadas às 22h, no horário israelense. As primeiras projeções serão divulgadas após o encerramento, mas a definição do próximo governo poderá depender de acordos posteriores entre os partidos.

Entenda as motivações por trás da guerra no Oriente Médio

A guerra no oriente médio não se limita aos campos de batalha, ela também se desenrola no terreno das narrativas.

Buscando entender o que está por trás dessa guerra, a Brasil Paralelo decidiu ir ao Oriente Médio e ouvir diretamente as pessoas que estão envolvidas.

O resultado dessa investigação é o documentário From the River to the Sea. A produção oferece uma visão ampla, humana e direta do que está em jogo no conflito.

Entenda, pela voz dos próprios envolvidos, o que realmente está acontecendo na região.

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