Essa é a primeira vez em que o presidente aparece com algo assim na foto das eleições.

Lula já divulgou a foto que usará nas urnas para a eleição deste ano. O presidente escolheu uma foto em que aparece sorrindo e usando um chapéu panamá.
Essa é a primeira vez que o presidente usa algo do tipo, na última eleição, em 2022, ele apenas apareceu com paletó e uma camisa social sem gravata.
A Resolução nº 23.609, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determina que a imagem deve ser frontal, em formato de busto, com trajes adequados para uma fotografia oficial.
O texto também permite o uso de indumentárias e pinturas corporais de caráter étnico ou religioso, além de acessórios necessários para pessoas com deficiência.
“Características: frontal (busto), com trajes adequados para fotografia oficial, assegurada a utilização de indumentária e pintura corporal étnicas ou religiosas, bem como de acessórios necessários à pessoa com deficiência; vedada a utilização de elementos cênicos e de outros adornos, especialmente os que tenham conotação de propaganda eleitoral ou que induzam ou dificultem o reconhecimento do candidato pelo eleitorado.”
Apesar dessa previsão, a fotografia de Lula pode encontrar respaldo em decisões anteriores da própria Justiça Eleitoral.
Que tal receber notícias todos os dias em seu E-mail? Clique aqui e receba de graça o Resumo BP.
Durante as eleições de 2022, o então candidato a deputado federal Douglas Belchior (PT-SP) conseguiu autorização para aparecer na urna usando um boné.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo havia rejeitado a fotografia por considerar que o acessório era um adorno proibido pela resolução do TSE.
A decisão foi revertida pelo ministro Sérgio Banhos, que entendeu que o boné fazia parte da identidade sociocultural do candidato, ligado à cultura rapper e ao movimento negro.
Segundo o ministro, o acessório não dificultava sua identificação perante o eleitorado.
Em 2024, o candidato a vereador Luiz Antônio Nascimento (PSD), conhecido como Serelepe, também foi autorizado pela Justiça a utilizar um boné na fotografia da urna.
A justificativa para a exceção foi que ele era reconhecido publicamente com esse acessório.