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Mundo•5 min de leitura

Paz no Oriente Médio? Irã traz proposta sobre programa nuclear e leva exigências para os EUA, afirma jornal

Entre os pontos levantados pelo regime estão o fim das sanções e o pagamento pela reparação dos danos causados pela guerra.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Autoridades iranianas caminham diante do reator de uma usina nuclear no Irã
Fonte da imagem: Reprodução

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Uma das questões que motivaram a guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a ser discutida pelos dois países.

O regime de Teerã enviou uma proposta sobre seu programa nuclear através do Catar, que tem servido como mediador americano no Oriente Médio.

No entanto, as negociações só voltarão de fato caso Washington se comprometa a atender sete pontos levantados pelos iranianos.

Ao menos é isso que um agente sênior do governo iraniano disse para a agência Reuters de notícias.

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Falando sob condição de anonimato, o oficial disse que os EUA estão revisando a proposta, mas se recusou a dar mais detalhes.

Na quinta-feira (5), o oficial de segurança iraniano Mohsen Rezaei confirmou o envio dos sete pontos:

“Na questão diplomática, nós anunciamos sete condições para os americanos. Enquanto eles não cumprirem com nossas sete exigências, não abriremos o Estreito de Ormuz e nem negociaremos”.

Alguns dos principais pontos que o país tem trazido às mesas de negociação incluem o fim das sanções econômicas, a devolução de ativos congelados e o pagamento de reparações pelos danos ao país.

Enquanto isso, a principal preocupação de Washington é o destino do programa nuclear iraniano.

O conflito entre os dois países teve início no final de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma série de ataques pesados no Irã.

No primeiro dia, o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi morto em um desses ataques.

Apesar da expectativa de que houvesse deserções em massa da Guarda Revolucionária e uma possível queda do regime islâmico, isso não aconteceu.

Pouco depois, a Assembleia dos Especialistas elegeu o filho de Khamenei como novo chefe do regime, que fechou o Estreito de Ormuz.

Por ali passavam cerca de 20% do petróleo do mundo. Atualmente, o fluxo está em 8,3% do que se via antes da crise, segundo o site El Estrecho Digital.

Isso fez com que a gasolina subisse 38% no país e o diesel tivesse um aumento de 44%.

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