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Israel e Irã jogarão a Copa do Mundo 2026?

Em meio à guerra no Oriente Médio, o Irã se prepara para disputar a Copa nos Estados Unidos com vistos de última hora e restrições para permanecer no país.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Seleção do Irã
Fonte da imagem: Reprodução

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No meio de uma guerra que já dura mais de 100 dias, Irã e Estados Unidos se preparam para disputar a Copa do Mundo justamente em solo americano.

Israel, também envolvido no conflito, não estará no torneio. Mesmo localizado no Oriente Médio, o país disputa as Eliminatórias Europeias por motivos políticos e de segurança.

A seleção israelense foi eliminada durante a disputa por uma vaga na Copa.

A seleção iraniana já está no México

A delegação pousou em Tijuana com vistos aprovados de última hora, parte da equipe barrada e um plano logístico alterado poucos dias antes da estreia.

O Irã foi uma das primeiras seleções classificadas para a Copa de 2026. A vaga veio em março de 2025.

A equipe jogará seus três compromissos da fase de grupos nos EUA

A estreia será contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. Depois, enfrentará a Bélgica, também em Los Angeles, e o Egito, em Seattle.

De acordo com o embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, os jogadores foram informados de que deverão entrar e sair dos Estados Unidos no mesmo dia de cada partida.

Normalmente, uma seleção chega ao local da partida um dia antes do jogo e fica por algum tempo após. No caso do Irã, os jogadores deverão entrar nos Estados Unidos no dia da partida e deixar o país logo depois do apito final.

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Vistos foram aprovados de última hora

Os jogadores do Irã receberam autorização para entrar nos Estados Unidos apenas na última sexta-feira (5), poucos dias antes do início da Copa.

O Departamento de Estado americano informou que emitiu os vistos necessários para atletas e integrantes considerados essenciais à participação iraniana no torneio.

Ao mesmo tempo, disse que não permitiria que a seleção fosse usada para infiltrar terroristas no país sob falsos pretextos.

Nem todos conseguiram autorização. Integrantes da comissão técnica ficaram sem visto. Entre eles está Mehdi Taj, presidente da federação iraniana de futebol.

A base da seleção também mudou. O plano inicial era ficar em Tucson, no Arizona. Com a guerra e as incertezas sobre a entrada em território americano, a delegação transferiu o centro de treinamento para Tijuana, no México, com aprovação da Fifa.

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O futebol volta a cruzar a tensão entre Irã e Estados Unidos

As relações entre Irã e Estados Unidos são hostis há mais de quatro décadas. Desde a tomada da embaixada americana em Teerã, em 1979, os dois países não mantêm relações diplomáticas formais.

O futebol já foi uma das poucas pontes simbólicas entre os dois lados.

Na Copa de 1998, o Irã venceu os Estados Unidos por 2 a 1 em uma partida cercada de significado político. Antes do jogo, atletas iranianos entregaram rosas brancas aos jogadores americanos, em gesto visto como mensagem de paz.

As seleções voltaram a se enfrentar em 2022, no Catar. Os Estados Unidos venceram por 1 a 0 e avançaram à fase eliminatória.

Em 2026, um novo encontro só poderia ocorrer no mata-mata. Pelo formato expandido da Copa, a possibilidade existe.

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Entenda o que está acontecendo no Irã

A Copa chega em meio ao aumento das tensões, à quebra do cessar-fogo entre Israel e Irã e às negociações conduzidas pelos Estados Unidos.

Teerã afirma que, se os ataques israelenses no sul do Líbano continuarem, alvos americanos e israelenses poderão ser atingidos.

Já em campo, o Irã busca um feito inédito. A seleção disputou sete Copas do Mundo e nunca passou da fase de grupos.

Com o novo formato, agora com 48 equipes, chegar ao mata-mata e ter um possível confronto com os americanos passou a ser um objetivo real.

Para entender as origens desse conflito, a Brasil Paralelo lançou o especial Raio X: Guerra do Irã.

A análise mostra como a antiga Pérsia de Ciro, o Grande, uma das civilizações mais abertas de seu tempo, foi tomada pelo radicalismo islâmico.

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O especial ajuda a compreender o que está por trás de um conflito que agora atravessa a política internacional, chega à Copa do Mundo e levanta uma dúvida: o futebol conseguirá ser o centro da história?

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