Não está claro se Giovanni Infantino deseja assumir o cargo, mas a relação entre os dois é motivo de polêmica.

Após o fim da Copa do Mundo nos EUA, México e Canadá, Trump quer que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se torne secretário-geral das Nações Unidas.
Segundo uma fonte próxima ao presidente disse ao The Post, ele considera que “Infantino é respeitado no mundo inteiro e tem a habilidade especial de unir as pessoas”.
Mesmo com os rumores, não é claro se Trump já conversou com Infantino sobre isso e nem se o administrador suíço deseja ocupar a posição.
Os dois se aproximaram muito durante a organização do campeonato e em meio ao torneio, o que gerou uma série de polêmicas.
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Ainda no ano passado, a Fifa organizou o Mundial de Clubes nos EUA. Não só Trump posou na foto dá vitória ao lado do Chelsea como também disse que ficou com o prêmio original:
“Eles (a FIFA) disseram: ‘Você poderia guardar esse troféu por um tempo?’ Nós o colocamos no Salão Oval e então eu perguntei: ‘Quando vocês vão buscar o troféu?’, e (Gianni Infantino) respondeu: ‘Nunca vamos buscá-lo, você pode ficar com ele para sempre no Salão Oval’. Realmente fizeram um novo, mas agora (o original) está no Salão Oval”, afirmou em entrevista.
As polêmicas não pararam por aí. No mesmo ano, a Fifa deu um prêmio da paz para Trump durante a cerimônia de sorteio da Copa.
O presidente foi agraciado com um troféu e uma medalha, a cerimônia havia sido criada pouco antes do evento.
Infantino disse que era uma forma de reconhecer os esforços pelo fim da guerra em Gaza e afirmou que Trump deveria ter recebido um Prêmio Nobel.
Na época, ele havia feito uma série de declarações criticando o fato de não ter ganhado a honraria, que foi entregue à líder da oposição venezuelana María Corina Machado.
O último caso que mobilizou a opinião pública sobre a relação entre o governo americano e a Fifa aconteceu durante os jogos da Copa.
A seleção americana havia perdido um de seus melhores jogadores, Folarin Balogun, após ele receber um cartão vermelho na partida contra a Bósnia Herzegovina.
Revoltado com a decisão, Trump reclamou com a Fifa e pediu que o cartão fosse anulado após a partida.
O pedido foi atendido e Balogun pode participar da partida contra a Bélgica, o que animou os torcedores dos EUA.
No entanto, a interferência não mudou o resultado do jogo, que acabou com uma goleada de quatro gols da Bélgica.
Trump chegou a admitir que não sabia exatamente o que significava o cartão vermelho até a partida:
"Eu não sabia que diabos era um cartão vermelho… Eu não achei que foi uma falta. Eram apenas dois jogadores correndo em alta velocidade que acabaram se chocando".
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A escolha do secretário-geral da ONU começa no Conselho de Segurança da organização.
O órgão analisa os candidatos indicados pelos Estados-membros e recomenda um único nome.
Para que a decisão seja oficializada, são necessários ao menos nove votos favoráveis dos 15 assentos totais.
Além disso, nenhum dos membros permanentes pode se opôr, já que eles têm poder de vetar qualquer decisão que passe por lá. Os países com esse poder são:
EUA;
Rússia;
China;
França;
Reino Unido.
Em seguida, a Assembleia Geral vota a indicação em sessão fechada, sendo necessária apenas a maioria simples para confirmar a nomeação.
Entenda melhor a história da ONU e seu papel com o especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo:
O mandato do atual secretário, Antônio Guterres, chega ao fim após 9 anos à frente da instituição.
Entre os principais cotados para substituí-lo está a ex-presidente socialista do Chile, Michelle Bachelet.
Ela já chegou a ocupar cargos de destaque na organização, como a chefia da comissão de Direitos Humanos e da ONU Mulheres.
No entanto, seu nome pode enfrentar resistência do governo americano por se tratar de uma pessoa com uma posição política muito acentuada.
Outro cotado é o argentino Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica.
No caso, o Reino Unido tende a se posicionar contra, já que tem uma relação conflituosa com a Argentina por causa das Malvinas.