Frase marca a rivalidade entre Argentina e Inglaterra para além dos campos de futebol.

Enquanto celebravam a vitória de 2x1 sobre a Inglaterra, jogadores da seleção argentina levantaram uma faixa com a frase “las Malvinas son argentinas”.
Antes da partida, a FIFA havia proibido a entrada de torcedores que tentassem levar essa mensagem para o estádio em Atlanta.
Mais do que uma provocação futebolística, a frase é uma referência a uma guerra que explica a rivalidade entre os dois países.
A origem da rivalidade histórica entre as duas seleções não tem início dentro dos gramados.
Na verdade, o atrito teve origem nas gélidas águas do Atlântico Sul, por causa de um pequeno conjunto de ilhas próximas à Antártica.
Em 1833, a Inglaterra expulsou a guarnição militar argentina que assegurava o frágil controle das Ilhas Malvinas, que passaram a ser chamadas de Falklands pelos britânicos.
Por décadas, os argentinos afirmavam que eram os legítimos donos do arquipélago, guardando um forte ressentimento.
A tentativa de retomar o controle do território só veio a acontecer mais de um século depois, em 1982.
Naquele ano, a junta militar de Buenos Aires estava em crise e precisava de uma vitória para tentar melhorar a moral do povo.
Vendo que o governo de Margaret Thatcher lutava para tirar o Reino Unido da crise econômica, o governo argentino acreditava que não havia retaliação e atacou a ilha.
O cálculo político não poderia estar mais errado, os ingleses responderam e derrotaram os militares argentinos em 74 dias.
A guerra deixou marcas profundas na memória do país, cuja população não guarda simpatia pelos britânicos até os dias atuais.
A Brasil Paralelo estudou a fundo a história da Argentina e as raízes de sua crise em um trilogia especial. Assista abaixo ao primeiro episódio de A Queda da Argentina: