De uma sala apertada em Porto Alegre a mais de 650 mil assinantes: relembre a trajetória da Brasil Paralelo.

Em 2016, numa pequena sala, cinco jovens de Porto Alegre reuniram suas economias e um pequeno equipamento, sem dinheiro público nem grandes patrocinadores. Só a aposta de que era possível contar histórias diferentes das que a grande mídia contava.
O momento era de crise. O país discutia o impeachment de Dilma Rousseff, e muita gente acreditava que aquilo resolveria, sozinho, os problemas do Brasil.
Os fundadores perceberam uma lacuna: de um lado, um público com uma leitura superficial do que estava acontecendo; do outro, especialistas com conhecimento profundo, mas sem espaço na mídia tradicional.
Bateram então na porta de historiadores, professores e filósofos, entre eles Olavo de Carvalho, para registrar entrevistas que, somadas, ultrapassaram 86 especialistas.
O material era tanto que virou uma série de documentários: nasceu aí o Congresso Brasil Paralelo.
Um dos episódios, chamado "Terra de Santa Cruz", contava parte da história do Brasil de um jeito que ninguém esperava, e os comentários começaram a se acumular.
Um espectador escreveu que meia hora de vídeo havia ensinado mais do que anos de escola.
Foi esse tipo de reação que, no ano seguinte, deu origem a um dos mais queridos do público: "Brasil: A Última Cruzada", com mais de cinquenta especialistas reunidos para recontar a formação do país.
A empresa viria a descrevê-lo como o maior resgate histórico já produzido no Brasil.
A pesquisa sobre a história nacional não parou por ali. Em 1964, ano-chave para entender a ditadura militar, a equipe foi atrás de documentos internacionais sobre o período, num trabalho que resultou em "1964: O Brasil entre Armas e Livros".
Hoje, é o documentário nacional mais assistido do YouTube brasileiro, com mais de 11 milhões de visualizações.
Em 2020, com o país em meio à pandemia, veio "Pátria Educadora", investigação sobre a crise da educação brasileira que acabou se tornando uma série de três episódios.
Um ano depois, a empresa deu um passo além: lançou seu próprio aplicativo de streaming, reunindo os Originais BP e uma curadoria de filmes internacionais sob o selo BP Select.
O rigor de pesquisa seguiu crescendo. Para investigar a história do comunismo, a equipe viajou por dez países e entrevistou sete professores titulares das principais universidades do mundo, resultando na maior produção audiovisual já feita sobre o tema.
Essa experiência internacional abriu espaço para outro projeto ambicioso: “From The River To The Sea” aborda o conflito entre Israel e o Hamas e estreou no aniversário de um ano do ataque de 7 de outubro.
O lançamento reuniu mais de 100 mil pessoas assistindo ao vivo no YouTube.
Em 2025, a Brasil Paralelo deu seu primeiro passo no cinema de ficção com "Oficina do Diabo", filmado na vila histórica de Paranapiacaba.
O filme marcou a estreia da empresa na sétima arte, sempre financiado, segundo os fundadores, sem qualquer centavo de dinheiro público.
Hoje, dez anos depois daquela sala apertada, a Brasil Paralelo é uma das maiores mídias independentes do Brasil, com mais de 650 mil membros assinantes e mais de 100 produções originais no catálogo.
É essa trajetória inteira, do escritório improvisado até o presente, que a empresa vai celebrar em um evento especial no próximo dia 16 de julho, às 20h.
A programação inclui a apresentação de duas novas produções de ficção. O evento também vai reunir nomes que caminham ao lado da Brasil Paralelo desde seus primeiros passos, incluindo um bate-papo sobre o legado do professor Olavo de Carvalho.
Além disso, parceiros como o professor Rodrigo Gurgel, o economista Fernando Ulrich e o G4 Educação vão apresentar novidades para os assinantes.
No fim, os próprios fundadores sobem ao palco para uma conversa ao vivo, revisitando a década que passou e adiantando o que vem a seguir.
Para acompanhar o evento e conhecer as novidades da nova década da Brasil Paralelo, o cadastro está disponível no link abaixo.
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