Fifa afirma que a decisão foi tomada por órgãos disciplinares independentes e nega interferência do presidente dos EUA.

Dentro das quatro linhas existe a tecnologia do VAR, que desde 2016 vem auxiliando os árbitros a revisar lances importantes que podem interferir diretamente nos resultados das partidas e campeonatos.
No entanto, algo novo está chamando a atenção nesta Copa do Mundo. A revisão de um lance saiu de campo e chegou à Casa Branca.
Isso porque, Donald Trump confirmou que pediu à Fifa uma revisão de um cartão vermelho aplicado ao atacante norte-americano Folarin Balogun.
A expulsão aconteceu na quarta-feira (1º), na partida entre Estados Unidos e Bósnia-Herzegovina.
Aos 18 minutos do segundo tempo, o árbitro brasileiro Raphael Claus revisou o lance e expulsou Balogun por um pisão no tornozelo do adversário Tarik Muharemovic.
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Em entrevista no Salão Oval da Casa Branca, Trump disse não considerar justa a marcação.
"Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa".
O presidente também fez insinuações sobre o árbitro responsável pelo lance.
"Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele... muito suspeito".
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou ter recebido uma ligação de Trump sobre o caso, mas negou que a decisão de anular o cartão tenha sido resultado do pedido.
Ele disse a Trump que o caso seria julgado pelos órgãos disciplinares da entidade, que classificou como independentes.
"Às vezes as decisões me surpreendem. Às vezes concordo com elas, e às vezes discordo. O que eu sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a independência dos órgãos que as tomam".
A Fifa anunciou a anulação do cartão no domingo (5), liberando Balogun para a partida contra a Bélgica, disputada nesta segunda-feira (6), em Seattle, pelas oitavas de final.
A decisão gerou reação imediata da Federação Belga de Futebol. Em nota, a entidade afirmou não ter recebido explicações da Fifa sobre o caso e informou que vai contestar a elegibilidade do jogador para a partida.
Segundo os belgas, o artigo 66.4 do Código Disciplinar da Fifa prevê que um cartão vermelho resulta automaticamente em suspensão na partida seguinte, regra que teria sido aplicada em todos os outros casos semelhantes durante o torneio.
A federação também citou o artigo 10.5 do regulamento da Copa do Mundo de 2026, que reforça essa mesma exigência.
A União Europeia e a Uefa também criticaram publicamente a decisão da Fifa de reverter a punição após o pedido de Trump.
A história da Fifa começou com o sonho de democratizar o futebol, mas terminou marcada por bilhões, poder e escândalos.
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