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Segurança pública•5 min de leitura

Hezbollah recruta cidadãos brasileiros para monitorar alvos no país

Grupo estaria usando essas pessoas para disfarçar ações de crimes comuns, segundo procurador.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Militantes do Hezbollah agitam bandeiras do grupo terrorista
Fonte da imagem: EFE

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Não é uma novidade para as autoridades brasileiras que grupos terroristas islâmicos mantenham conexões com o crime organizado no Brasil.

No entanto, uma investigação da Polícia Federal descobriu que o Hezbollah tem recrutado criminosos nacionais para ajudar em operações.

A Operação Trapiche, realizada em novembro de 2023, descobriu que a organização libanesa tinha um esquema para recrutar condenados no país.

Para isso, eram exploradas questões como dificuldades financeiras e ressentimento contra o sistema de Justiça.

Os recrutados eram enviados para o Líbano, onde recebiam treinamento com armas e equipamentos de vigilância.

O procurador da República Lucas Gualtieri afirmou que essa forma de recrutamento permite que o grupo apresente atentados como ações criminosas isoladas.

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Criminosos monitoravam alvos para o grupo terrorista

Um dos investigados pela polícia é Lucas Passos Lima, brasileiro que foi ao menos duas vezes para o Líbano apenas em 2023.

Após voltar ao país, ele teria começado a monitorar alvos de interesse do Hezbollah, incluindo:

  • a embaixada de Israel;

  • três sinagogas;

  • um cemitério judaico;

  • um rabino em Brasília.

Para se comunicarem sem levantar suspeitas, os recrutados tinham diversas ferramentas, que incluíam o uso de rascunhos no e-mail.

Ele foi condenado por “atos preparatórios de terrorismo” pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em setembro deste ano.

Lucas não foi o único brasileiro punido pela Justiça por relações com o grupo xiita. O corretor Dante Felipe também está sendo acusado de enviar recursos para o Hezbollah e para a Guarda Revolucionária do Irã.

Para isso, ele estaria usando criptomoedas. Além disso, a organização foi capaz de construir uma rede de estabelecimentos comerciais para financiar o recrutamento.

Ano passado, o governo americano chegou a oferecer R$ 56 milhões por informações sobre a ação do Hezbollah na Tríplice Fronteira Sul do Brasil.

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