Veja como passageiros de um avião conseguiram impedir um atentado terrorista
Copiloto esfaqueou o comandante, até o momento não se sabe ao certo o que ele pretendia fazer.

Um vôo que saia de Dubai rumo a Israel teria caído nas mãos de terroristas se os passageiros não tivessem reagido e salvado as 176 vidas a bordo.
De acordo com relatos obtidos pelo The Jerusalem Post, o caso começou dentro da cabine de comando.
O copiloto esfaqueou o comandante durante o voo e tentou expulsá-lo dos controles da aeronave. Enquanto os dois lutavam, o avião perdeu rapidamente a altitude.
Apesar de ferido, o piloto conseguiu abrir a porta, o que permitiu que os passageiros pudessem interferir na cena.
Se ele não tivesse feito isso, a situação teria acabado de uma maneira diferente, já que a porta da cabine de pilotos em vôos comerciais é blindada no mundo inteiro desde o atentado de 11 de setembro.
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Passageiros contiveram terrorista
Um passageiro afirmou ao Canal 13 que a aeronave começou a mergulhar enquanto o agressor tentava assumir o controle:
"O avião começou a fazer manobras quase verticais no ar. Ficamos presos dentro da cabine e tínhamos certeza de que os pilotos estavam mortos e que estávamos prestes a cair.”
Nesse momento, passageiros que estavam próximos à parte dianteira do avião perceberam que algo estava acontecendo e correram até a cabine.
Eles conseguiram retirar o agressor e impedir que continuasse o ataque, segundo o mesmo relato, a equipe chamou os passageiros para ajudar a conter o agressor:
“Em um certo momento, a tripulação chamou os passageiros para irem à frente para ajudar a controlar o agressor. Eu corri e vi alguém sendo contido nos controles, após alguns minutos, o avião se estabilizou.
Um dos passageiros que era dentista conseguiu prestar os primeiros socorros e salvou a vida do comandante esfaqueado.
Entre as pessoas a bordo havia quatro pilotos, que conseguiram assumir o controle da aeronave e pousaram no aeroporto de Tabuk, Arábia Saudita.
Um vídeo que circula nas redes mostra passageiros comemorando com uma caixa de som assim que a situação foi contida.
Os pilotos e passageiros receberam atendimento médico assim que desembarcaram no Reino, como é possível ver na cena abaixo:
Quem era o copiloto?
Os primeiros rumores que circularam na internet alegavam que os pilotos seriam de origem russa e ucraniana, no entanto isso foi desmentido pouco depois.
Não existe confirmação oficial sobre a identidade definitiva do copiloto nem evidências de que ele tenha agido em nome de um Estado ou organização terrorista.
Até o momento, as informações apontam que o comandante era indiano e a principal suspeita é de que o copiloto responsável pelo ataque seria de Omã.
Ainda não está claro qual seria seu objetivo, mas as autoridades trabalham com hipóteses que incluem derrubar a aeronave, realizar um ataque aos moldes do 11 de setembro ou fazer reféns.
Segundo autoridades israelenses ouvidas pelo Jerusalem Post, a principal suspeita é que ele seja cidadão de Omã.
Se isso se confirmar pode causar graves problemas para a companhia Flydubai. O acordo para que ela opere em Israel preve que não haverá a contratação de pilotos nativos de países que não normalizaram as relações com o Estado judeu, o que é o caso de Omã.
A ministra dos Transportes de Israel, Miri Regev, pediu a suspensão dos voos da empresa para o país até que as circunstâncias sejam esclarecidas.
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