Com a nova regra, o procedimento depende apenas do “julgamento profissional” de um médico.

A governadora democrata Maura Healey, do estado de Massachusetts assinou uma nova regra que torna o aborto legal até o nascimento.
A mudança eliminou o limite que autorizava o aborto para grávidas até 24 semanas de gestação.
A justificativa do governo estadual é permitir que mulheres possam receber atendimento no próprio estado, sem precisar viajar para buscar assistência médica.
“Esta lei dá continuidade aos nossos esforços para garantir as proteções ao aborto mais robustas do país, porque, em Massachusetts, acreditamos que as decisões sobre os cuidados de saúde devem ser tomadas entre as mulheres e seus médicos”, afirmou a política.
A nova medida permite que o aborto seja realizado com base no “julgamento profissional” de médicos que acompanham as gestantes.
Segundo a governadora, o objetivo oficial é garantir o aborto em cenários de diagnósticos tardios de problemas de saúde:
“Ouvi relatos de mulheres que se preparavam para um bebê saudável, mas que receberam uma notícia devastadora. Em vez de poderem contar com os médicos que conheciam e confiavam, elas precisaram viajar quilômetros e pagar do próprio bolso”, complementou a governadora.
O aborto é uim dos temas mais sensíveis debatidos no mundo, porém a discussão parece girar em torn de slogans e frases de efeito.
A Brasil Paralelo investigou a fundo os principais argumentos contra e a favor da prática no documentário Duas Vidas. Assista completo abaixo:
Massachutses não é o primeiro estado do país a autorizar o aborto em qualquer estado da gravidês.
Entre as regiões que autorizam a prática sem qualquer restrição estão outros 10 estados:
Alasca;
Colorado;
Maryland;
Michigan;
Minnesota;
Nova Jersey;
Novo México;
Oregon;
Vermont;
Distrito de Columbia.
O aborto é uim dos temas mais sensíveis debatidos no mundo, porém a discussão parece girar em torn de slogans e frases de efeito.
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Até 2022, os EUA tinham uma regra unificada sobre como lidar com o aborto, elaborada por uma decisão da Suprema Corte no caso Roe vs Wade.
A disputa jurídica começou após a ativista Norma McCorvey, usando o nome de Jane Roe, abrir um processo contra o promotor Henry Wade.
Ela alegava que as leis de aborto violavam o direito à privacidade, o que era inconstitucional.
A Corte estabeleceu um sistema dividido em trimestres, no qual uma mulher poderia abortar em qualquer estado nos primeiros meses da gestação.
No segundo trimestre poderiam haver restrições estaduais e na reta final era possível até mesmo a proibição.
Esse modelo só foi extinto após decisão da Suprema Corte em 2022, atualmente cada estado pode decidir se proíbe ou não o aborto.