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Política•5 min de leitura

Gilmar quer travar julgamento do caso Master até STF definir quem pode votar

Ministro afirma que a Corte precisa identificar todos os magistrados citados nas investigações antes de decidir sobre a abertura de uma apuração contra Moraes.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Gilmar Mendes
Fonte da imagem: STF

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Próximo envio em
22h
55m
14s

As últimas semanas foram agitadas no Supremo. Mensagens e documentos do caso Master passaram a citar ministros da Corte e levantaram dúvidas sobre possíveis relações de magistrados com pessoas investigadas.

Uma dessas frentes chegou ao plenário. A casa discute se deve abrir uma investigação contra Alexandre de Moraes por mensagens em que seu nome aparece relacionado a Daniel Vorcaro.

Mas o caso ganhou uma questão anterior ao próprio julgamento. Diante da possibilidade de outros magistrados também estarem envolvidos, Gilmar Mendes quer saber quem está apto a julgar.

O decano defende que o Supremo identifique primeiro todos os magistrados citados e verifique se existe alguma situação de impedimento. Até lá, quer travar o julgamento.

Nas palavras de Gilmar, avançar agora seria “decidir antes de saber quem decide”. Texto colado

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Gilmar quer mapear nomes citados

A proposta de Gilmar amplia uma ideia apresentada antes por Flávio Dino.

Ele quer que o STF identifique todos os magistrados citados nas apurações do caso Master e verifique se algum deles aparece em uma situação que possa impedir sua participação nos julgamentos.

Isso não significa concluir que houve irregularidade.

O próprio Gilmar ressalta que ser citado em uma conversa de terceiros não prova envolvimento em crime.

Um dos nomes levantados é o de Kassio Nunes Marques. Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro mencionam um contato chamado “Kevin Marques”, que Gilmar considera poder ser filho do ministro.

Por enquanto, a questão não é investigar Nunes Marques. É saber se ele pode ou não participar dos julgamentos ligados ao caso Master.

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Caso já está parado

O julgamento foi interrompido em 15 de setembro depois que Flávio Dino pediu mais tempo para analisar a discussão.

Antes de decidir se Moraes deve ser investigado, o Supremo também discute se esse processo deve tramitar junto com questionamentos sobre a atuação de André Mendonça no caso Master.

Gilmar propõe ainda que os processos sejam reunidos, recebam um novo relator por sorteio e que os magistrados citados possam se manifestar antes da retomada.

O plenário ainda precisa decidir se aceita esse caminho.

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