Gilmar quer travar julgamento do caso Master até STF definir quem pode votar
Ministro afirma que a Corte precisa identificar todos os magistrados citados nas investigações antes de decidir sobre a abertura de uma apuração contra Moraes.

As últimas semanas foram agitadas no Supremo. Mensagens e documentos do caso Master passaram a citar ministros da Corte e levantaram dúvidas sobre possíveis relações de magistrados com pessoas investigadas.
Uma dessas frentes chegou ao plenário. A casa discute se deve abrir uma investigação contra Alexandre de Moraes por mensagens em que seu nome aparece relacionado a Daniel Vorcaro.
Mas o caso ganhou uma questão anterior ao próprio julgamento. Diante da possibilidade de outros magistrados também estarem envolvidos, Gilmar Mendes quer saber quem está apto a julgar.
O decano defende que o Supremo identifique primeiro todos os magistrados citados e verifique se existe alguma situação de impedimento. Até lá, quer travar o julgamento.
Nas palavras de Gilmar, avançar agora seria “decidir antes de saber quem decide”. Texto colado
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Gilmar quer mapear nomes citados
A proposta de Gilmar amplia uma ideia apresentada antes por Flávio Dino.
Ele quer que o STF identifique todos os magistrados citados nas apurações do caso Master e verifique se algum deles aparece em uma situação que possa impedir sua participação nos julgamentos.
Isso não significa concluir que houve irregularidade.
O próprio Gilmar ressalta que ser citado em uma conversa de terceiros não prova envolvimento em crime.
Um dos nomes levantados é o de Kassio Nunes Marques. Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro mencionam um contato chamado “Kevin Marques”, que Gilmar considera poder ser filho do ministro.
Por enquanto, a questão não é investigar Nunes Marques. É saber se ele pode ou não participar dos julgamentos ligados ao caso Master.
Caso já está parado
O julgamento foi interrompido em 15 de setembro depois que Flávio Dino pediu mais tempo para analisar a discussão.
Antes de decidir se Moraes deve ser investigado, o Supremo também discute se esse processo deve tramitar junto com questionamentos sobre a atuação de André Mendonça no caso Master.
Gilmar propõe ainda que os processos sejam reunidos, recebam um novo relator por sorteio e que os magistrados citados possam se manifestar antes da retomada.
O plenário ainda precisa decidir se aceita esse caminho.
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